Adalberto Costa Júnior recusa medalha dos 50 anos da independência e critica exclusões
O presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) rejeita ser condecorado no âmbito das celebrações dos 50 anos da independência nacional, criticando a exclusão de figuras como Jonas Savimbi e Holden Roberto desse reconhecimento.

Registro autoral da fotografia
Adalberto Costa Júnior falava à Lusa, após ser entrevistado nas “Conversas Economia 100 Makas”, em Luanda, explicando que a decisão da direcção do partido, tomada em sede do Comité Permanente, mantém-se inalterada.
“A UNITA participou num debate na Assembleia Nacional onde tomou contacto com a recusa [de condecorar] Jonas Savimbi, um dos participes reconhecidos pela luta pela independência. Esta questão motivou, efectivamente, uma sentada ao nível do seu órgão de direcção, o Comité Permanente, que analisou esta posição e não a alterou.”
Segundo o líder da UNITA, “não é aceitável esta condição de dizer que um foi presidente e, por isso, tem reconhecimento, e o outro não foi presidente e não tem o mesmo reconhecimento”.
E acrescentou: “Isto é inaceitável. Em função disso, temos tido muitos membros da UNITA a recusar receber estas condecorações e não há alterações.”
Adalberto Costa Júnior é uma das 670 personalidades que deverão ser condecoradas nos dias 18 e 19 de Julho no âmbito dos 50 anos da independência de Angola, segundo a lista divulgada pela Presidência da República.
Além do presidente da UNITA, constam da lista nomes como os dos músicos Matias Damásio, Yuri da Cunha e Don Kikas; os ministros Diamantino Azevedo (Recursos Minerais, Petróleo e Gás) e José de Lima Massano (Coordenação Económica); o procurador-geral da República, Hélder Pitta Grós; os arcebispos de Luanda e do Lubango, Dom Filomeno Vieira Dias e Dom Gabriel Mbilingi; Rafael Savimbi, filho de Jonas Savimbi; e o músico Raul Indipwo, uma das metades do popular Duo Ouro Negro.
Esta será a quarta ronda das condecorações, que estão a ser atribuídas em várias fases ao longo de 2025, culminando em Novembro com as celebrações oficiais da independência, proclamada a 11 de Novembro de 1975.
Para o líder da UNITA, a insistência nas exclusões históricas retira legitimidade ao esforço de unidade e questionou o porquê de “continuar a querer excluir as pessoas”, algo que considera contrário à unidade e à coesão do país.
Adalberto Costa Júnior foi directo sobre o seu caso: “Eu sou quem preside o Comité Permanente (órgão máximo entre congressos da UNITA). Não acredito que o país esteja a pensar que o presidente da UNITA vai contra uma deliberação do órgão que preside.”
A posição de Adalberto Costa Júnior junta-se à de outras figuras da UNITA, como Alcides Sakala e Isaías Samakuva, que também recusaram ser condecorados, criticando a ausência de um reconhecimento inclusivo da história de Angola. Também o jornalista e activista Rafael Marques recusou a distinção, lamentando que a independência esteja a ser celebrada em plena epidemia de cólera.
C/VA, Lusa
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