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CONTRADIÇÃO NOS NÚMEROS: Estatística do INE apresenta desaceleração no preço do consumidor contrariando a realidade dos mercados

Apesar da desaceleração anunciada no Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN), que registou uma variação de 2,49% de Abril a Maio, consumidores angolanos continuam a sentir o impacto dos preços elevados. O Instituto Nacional de Estatística (INE) reportou uma desaceleração de 0,12 pontos percentuais, mas a realidade no mercado mostra uma situação bem diferente.

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Há 2 anos
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De Maio de 2023 a Maio de 2024, houve uma aceleração na variação dos preços de 1,54 pontos percentuais. As províncias de Huambo, Lunda-Norte, Cuanza-Sul e Lunda-Sul registaram variações menores nos preços, mas as províncias de Moxico, Luanda e Benguela viram os maiores aumentos, com variações de 3,00%, 2,96% e 2,51%, respetivamente.

Entre as 12 classes de consumo analisadas, 10 apresentaram taxas superiores a 1%, destacando-se a classe “Transportes” com um aumento impressionante de 11,23%. Outras classes que sofreram aumentos significativos incluem “Saúde” com 3,23%, “Vestuário e Calçado” com 2,84% e “Bens e serviços diversos” com 2,66%.

A variação homóloga situou-se em 30,16%, um acréscimo de 19,54 pontos percentuais em relação a maio de 2023. Comparando com o mês anterior, houve uma aceleração de 1,96 pontos percentuais.

O INE apontou que a classe “Alimentação e bebidas não alcoólicas” foi a que mais contribuiu para o aumento geral dos preços, com 1,24 pontos percentuais em maio. “Transportes”, “Bens e serviços diversos” e “Saúde” também contribuíram significativamente, com 0,55, 0,19 e 0,13 pontos percentuais, respetivamente.

Apesar dos dados oficiais indicarem uma desaceleração, a população sente os preços dos bens essenciais a subir, refletindo um contraste preocupante entre as estatísticas e a realidade enfrentada no dia a dia dos mercados angolanos.