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Dez cadáveres aguardam por identificação e funerais no Hospital Geral do Uíge

Dez cadáveres permanecem por reclamar na morgue do Hospital Geral do Uíge desde Junho de 2026, situação que preocupa os responsáveis da unidade hospitalar devido à falta de espaço e aos constrangimentos na gestão da casa mortuária.

Registro autoral da fotografia

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O chefe da Secção de Anatomia Patológica e Casa Mortuária, Garcia Nunes, explicou que os corpos estão conservados, mas a falta de identificação e a ausência de familiares impedem o avanço dos procedimentos para os funerais. A administração do hospital já foi informada e a secção aguarda uma resposta para dar seguimento ao processo.

“Já escrevemos, já remetemos à administração e estamos à espera da resposta para os funerais”, declarou o responsável, que confirmou a existência de prazos para o levantamento dos corpos, sem que a situação tenha sido resolvida. Entre os casos está o de um cadáver que deu entrada na morgue a 17 de Junho de 2026, além de outros encaminhados por agentes do Serviço de Investigação Criminal (SIC).

Garcia Nunes apontou o receio de algumas famílias de serem associadas a parentes suspeitos de crimes como uma das possíveis razões para a demora na identificação dos cadáveres. “Eles pensam que, quando vierem identificar, serão entregues ao SIC. O importante é que a família vem para fazermos um funeral condigno”, afirmou.

O responsável apelou às famílias para que se dirijam à morgue e colaborem na identificação dos seus parentes, de modo a permitir a realização de funerais condignos e reduzir a pressão sobre a capacidade da casa mortuária.