0º C

•

01 : 28

Agricultores denunciam coação e ameaças da Carrinho Agri: Preços injustos e intimidações em jogo

A tensão está em alta entre os agricultores da província de Malanje e a Carrinho Agri, um sector do influente Grupo Carrinho. Agricultores locais estão sendo coagidos e ameaçados a vender seus productos por preços extremamente baixos, o que tem gerado revolta e resistência.

Registro autoral da fotografia

Há 2 anos
2 minutos de leitura

Segundo informações obtidas pela Pontual, a Carrinho Agri está impondo aos camponeses preços muito abaixo dos praticados no mercado. Por exemplo, a empresa quer comprar o quilo de feijão a 400 kwanzas, enquanto os agricultores defendem um preço de 1000 kwanzas. Situação semelhante ocorre com o milho, onde os produtores querem vender entre 170 a 200 kwanzas por quilo, mas a Carrinho Agri insiste em pagar apenas entre 125 a 130 kwanzas.

A insatisfação é palpável

Os produtores locais, muitos dos quais estão organizados em cooperativas e associações, têm expressado frustração e resistência, ameaçando interromper a colaboração com a Carrinho Agri. Muitos agricultores já se mobilizaram, contudo, como sublinha a fonte, aqueles que expressaram a intenção de se desvincular estão a ser intimidados, com recurso a ligações estreitas que a Carrinho possui com o partido MPLA, e os agricultores temem retaliações severas, incluindo dificuldades nos próximos anos agrícolas.

A situação tem causado uma forte mobilização nas cooperativas de Malanje, que estão exigindo negociações justas e um fim às práticas coercitivas.

Por outro lado, a continuidade deste conflito pode impactar significativamente a produção agrícola e a economia local, espelhando a urgência de uma intervenção justa e transparente.

Vale ressaltar que a Carrinho Agri opera em outras províncias como Huambo e Benguela, tem um projecto ambicioso de apoiar até dois milhões de produtores até 2030, visando reduzir a dependência de importações e fomentar a agricultura local

Para mais detalhes sobre o desenvolvimento desta situação e suas implicações, continue acompanhando as nossas matérias.