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“Angola continua refém do petróleo e do Estado”: Costa Júnior aponta corrupção, pobreza e concentração de poder como travões ao desenvolvimento

Adalberto Costa Júnior defendeu esta quinta-feira que Angola só conseguirá diversificar a economia quando criar um ambiente verdadeiramente livre para produzir, investir e gerar riqueza, afastando-se da excessiva dependência do petróleo e do Estado.

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Numa comunicação dedicada à situação política, económica e social do país, o presidente da UNITA considerou que os principais entraves ao desenvolvimento nacional não resultam da falta de recursos, mas de um modelo que, segundo afirmou, concentrou decisões, protegeu interesses instalados e adiou reformas estruturais durante décadas. Para o líder da oposição, Angola continua vulnerável apesar de possuir abundantes recursos naturais, uma posição geográfica estratégica e uma população maioritariamente jovem.

Costa Júnior sustentou que o problema do país vai muito além das oscilações do preço do petróleo ou dos choques externos. Na sua visão, Angola carece de um contexto económico onde investir seja mais seguro do que procurar privilégios, produzir mais atractivo do que viver de rendas e formalizar negócios mais vantajoso do que permanecer na informalidade.

Ao abordar o actual quadro nacional, o político afirmou que a questão central não reside apenas nos níveis de arrecadação, crescimento ou endividamento, mas no modelo económico que sustenta esses indicadores. Defendeu igualmente um Estado mais disciplinado e capaz de libertar o potencial produtivo da sociedade angolana.

O presidente da UNITA apontou ainda a concentração de poderes na figura do Presidente da República como um dos factores que, na sua opinião, favorecem a captura política da justiça. Entre os principais desafios do país, destacou igualmente a corrupção, as fragilidades nos sectores da educação e da saúde, o aumento da pobreza, as desigualdades sociais e a escassez de oportunidades para os cidadãos.