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Angola, Namíbia e Botsuana acordam gestão conjunta da bacia do Cubango-Okavango

Angola, Namíbia e Botsuana decidiram tratar a bacia hidrográfica do Cubango-Okavango como um único sistema fluvial, desde as nascentes em território angolano até ao Delta do Okavango, no Botsuana. O compromisso foi assumido em Nova Iorque por representantes dos três países.

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O encontro contou com a participação do Presidente do Botsuana, Duma Gideon Boko, da ministra dos Minerais e Energia daquele país, Bogolo Joy Kenewendo, da ministra da Agricultura, Pescas, Água e Reforma Agrária da Namíbia, Inge Zaamwani-Kamwi, e da ministra do Ambiente de Angola, Ana Paula Pereira.

A reunião marcou também o encerramento dos primeiros cinco anos da parceria Okavango Eternal, estabelecida entre a National Geographic Society e a De Beers, e o início de uma nova fase, igualmente de cinco anos, para apoiar o Projecto de Vida Selvagem do Okavango nos três países.

Cerca de 95 por cento da água que alimenta o Delta do Okavango nasce nas terras altas de Angola, onde solos arenosos, zonas húmidas, turfeiras, rios e matas de miombo desempenham um papel na retenção e regulação dos recursos hídricos. Em Janeiro, Angola classificou Lisima Lya Mwono como o primeiro sítio Ramsar do país, numa área com mais de 53 mil quilómetros quadrados que contribui também para a planície de inundação do Zambeze.

A Fundação Lisima, sediada em Angola, desenvolve investigação ecológica, planeamento territorial e conservação com as comunidades, além de apoiar a agricultura regenerativa, a apicultura e a gestão dos recursos naturais. O director-geral da organização, Elves Zambela, defende que a preservação das nascentes deve envolver as populações locais. A Paisagem de Lisima estende-se pelas províncias do Bié, Cuando, Cubango, Huambo, Moxico e Moxico Leste.