Banco Sol lança operação de sobrevivência: Adeus a 30% dos trabalhadores
O Banco Sol prepara-se para enfrentar uma das mais profundas transformações da sua história. A instituição financeira vai cortar até 30% do seu quadro de pessoal e abrir as portas à entrada exclusiva de capitais privados, numa tentativa arrojada de evitar o colapso e regressar à rota da estabilidade, após anos de fragilidade financeira.

Registro autoral da fotografia
O plano já aprovado pelo Banco Nacional de Angola (BNA) faz parte do ambicioso Programa de Recapitalização e Reestruturação (PRR), a ser executado num prazo de três anos, e inclui medidas drásticas: encerramento de agências, alienação de activos imobiliários, recuperação agressiva do crédito malparado e revitalização do negócio de seguros.
A recapitalização será garantida apenas com dinheiro dos actuais accionistas, afastando qualquer intervenção pública ou estatal, numa manobra que o banco classifica como um “voto de confiança” na liderança actual. O PRR foi aprovado em Assembleia Geral a 24 de Janeiro deste ano, com o aval total dos principais accionistas, incluindo figuras ligadas ao MPLA e antigos membros do círculo presidencial.
Com António André Lopes a liderar o Conselho de Administração e Osvaldo Macaia à frente da Comissão Executiva, o banco acredita que esta reviravolta poderá devolver a rentabilidade e garantir a sobrevivência da marca. O objectivo: cumprir os rácios exigidos pelo regulador e evitar que o banco, outrora um dos mais influentes do país, afunde num mar de incumprimentos.
A instituição, que chegou a ter como accionista o próprio Presidente João Lourenço, está nas mãos de grandes nomes como a Fundação Lwini, António Mosquito, Ana Paula dos Santos e a holding GEFI. Com cortes drásticos e pressão interna, o futuro do Banco Sol joga-se agora num campo minado entre política, negócios e sobrevivência financeira.
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