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FLEC/FAC acusa soldados de matarem cinco civis em Cabinda

A FLEC/FAC, força independentista de Cabinda, anunciou esta Sexta-feira que cinco civis foram mortos e quatro outros ficaram feridos, supostamente por soldados angolanos, em Yema-di Yanga, na fronteira entre a República Democrática do Congo e o enclave angolano.

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Num comunicado de imprensa enviado esta Sexta-feira à Lusa, a Frente de Libertação do Estado de Cabinda – Forças Armadas de Cabinda (FLEC/FAC) denuncia os “sistemáticos ataques indiscriminados contra a população civil de Cabinda por parte do exército angolano”.

“Durante décadas, o Estado angolano tem desrespeitado incessantemente os direitos humanos fundamentais, assim como o direito internacional, relativamente à população de Cabinda”, salienta-se na nota.

De acordo com a FLEC/FAC, o “Presidente angolano, João Lourenço, criou um sistema de opressão e repressão sistemático contra o povo de Cabinda”.

“Estas violações dos direitos humanos configuram uma nova variante de apartheid, prática proibida pelo direito internacional. A FLEC/FAC condena o apoio da França a um regime tirânico liderado por João Lourenço, que está a aterrorizar a população inocente de Cabinda”, sublinha-se no documento, assinado por André Binda Zau, chefe da brigada de Maiombe Sul.

Para a FLEC/FAC, “o regime angolano segue uma política segregacionista, colonialista e imperialista, cujas consequências desumanas podem ser ilustradas por inúmeros factos”, considerando ainda que o chefe de Estado “à cabeça da União Africana constitui um perigo para a África e para a paz no continente”.

“O Presidente angolano, João Lourenço, não é um democrata, nem um homem de paz, mas um belicista. João Lourenço, Presidente de Angola, país que ocupa militarmente Cabinda, nunca foi a favor de uma solução pacífica para o conflito entre a República de Angola e Cabinda”, acrescenta a nota.

Recentemente, João Lourenço, em entrevista à revista Jeune Afrique, disse que a situação de segurança na província petrolífera de Cabinda é estável e que a FLEC/FAC não representa qualquer ameaça para o território angolano.

A FLEC/FAC reivindica há vários anos a independência do território de Cabinda, província de onde provém grande parte do petróleo do país, evocando o Tratado de Simulambuco, de 1885, que designa aquela parcela territorial como protectorado português.

C/VA

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