Huíla: inaugurado centro de coordenação operacional para reforçar resposta a fenómenos extremos
Um Centro de Coordenação Operacional (CCO) do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros (SPCB) abriu portas na província da Huíla. Instalado e equipado com o apoio do programa FRESAN, este novo centro pretende reforçar a capacidade de resposta a emergências e fenómenos extremos relacionados com as alterações climáticas, em particular a seca.

Registro autoral da fotografia
O CCO do SPCB da província da Huíla foi inaugurado esta Quarta-feira, refere o FRESAN, em comunicado, informando ainda que a instalação e equipamento deste centro contou com o apoio do FRESAN (Fortalecimento da Resiliência e da Segurança Alimentar e Nutricional em Angola), que se trata de um “programa do Governo com financiamento de 65 milhões de euros da União Europeia, co-gerido pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., pela FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, pelo PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, e pelo Instituto de Pesquisa Científica Vall d’Hebron”.
O reforço da capacidade de responder a fenómenos extremos, com particular atenção à seca, é o objectivo deste centro, cuja instalação foi feita no edifício do Comando Provincial da Protecção Civil e Bombeiros da Huíla.
“O CCO visa reforçar a capacidade institucional e técnica da região para enfrentar fenómenos extremos ligados às alterações climáticas, particularmente os episódios recorrentes de seca. Foi instalado no edifício do Comando Provincial da Protecção Civil e Bombeiros da Huíla (este último recentemente reabilitado), com o apoio do FRESAN/PNUD, tendo sido apetrechado com equipamentos e serviços técnicos que permitem assegurar uma gestão integrada e uma resposta mais ágil, eficaz e coordenada às emergências”, lê-se na nota.
Na ocasião, Rosário Bento Pais, embaixadora da União Europeia em Angola, fez saber que quando o projecto arrancou não tinham “praticamente nada”, tendo as instalações sido “todas renovadas”.
“As instalações foram todas renovadas. Quando o projecto iniciou, não tínhamos aqui praticamente nada. E, hoje, estamos perante edifícios com as condições condignas e adequadas para os trabalhadores e com todos os serviços técnicos necessários para poderem, operacionalmente, assegurar uma prevenção dos desastres que afectam esta região”, apontou a diplomata, destacando ser uma “enorme satisfação assistir à criação deste centro, graças ao empenho de todas as equipas envolvidas”.
Por sua vez, João Neves, coordenador do Programa FRESAN no PNUD, esclareceu que “para operacionalizar o Sistema de Rádio HF, foi necessário reabilitar uma antena no Cristo Rei, construir um abrigo e assegurar a ligação eléctrica à antena”.
“Temos já este sistema de comunicações funcional, permitindo comunicar com os comandos municipais do Lubango, da Chibia e dos Gambos. A intenção é comunicar também com os grupos locais comunitários de redução de riscos de desastres que, no fundo, são a base do sistema de alerta rápido. Tanto os grupos das comunidades de áreas mais vulneráveis podem comunicar directamente com este CCO, como a equipa também pode comunicar directamente com esses grupos. Até porque, no âmbito do FRESAN, esses grupos também recebem os kits de primeiros socorros para resposta imediata”, acrescentou.
João Neves realçou ainda que o programa FRESAN garantiu a formação de pessoas em gestão de risco de desastres: “no âmbito da criação e operacionalização do CCO, o FRESAN assegurou a formação de capital humano em gestão de risco de desastres (GDR), permitindo-nos ter quadros mais capacitados e com uma melhor resposta a emergências e a catástrofes ambientais. Foi um longo processo, mas estamos muito satisfeitos por vermos finalmente este centro em pleno funcionamento”.
Segundo o comunicado, o “FRESAN/Camões, I.P. e FRESAN/PNUD apoiam – através de formação, assessoria técnica e equipamento – o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros e entidades congéneres com o objectivo de promover a reacção e a recuperação em situações de calamidade e eventos climáticos extremos”.
De referir que a Huíla não é a única província com um centro deste género, existindo também no Cunene e no Namibe.
“Além da província da Huíla, também as do Cunene e do Namibe têm já instalados e em funcionamento Centros de Coordenação Operacional, permitindo fortalecer a capacidade e as competências das autoridades locais para fazer face a eventos climáticos extremos como seca ou cheias, e aumentar a resiliência das comunidades rurais”, refere a nota, que acrescenta ainda que “com esta intervenção, o FRESAN/PNUD pretende: permitir que as salas dos CCO sejam centros integrados com tecnologias à disposição dos técnicos; incorporar tecnologia nos CCO para acesso a dados locais e remotos, usando sistemas de satélite, sensores remotos, entre outros; manter pelo menos um servidor de base de dados e um centro de comunicações em cada província; permitir a criação, a edição e a impressão de mapas gerais, de áreas de risco ou informativos, usando SIG – Sistemas de Informação Geográfica; manter pelo menos uma sala de crise (“war room”) operacional, equipada com ecrã plasma, projector digital e acesso a internet de qualidade”.
C/VA
PONTUAL, fonte credível de informação.
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