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João Lourenço anuncia vaga de investimentos no ensino superior e promete novas universidades pelo país

O Presidente da República revelou esta sexta-feira um ambicioso plano de expansão do ensino superior, que inclui a construção, ampliação e reabilitação de universidades, institutos superiores e hospitais universitários em várias províncias, numa das maiores apostas dos últimos anos para o sector da educação em Angola.

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O anúncio foi feito após a inauguração do Parque de Ciência e Tecnologia de Luanda, onde João Lourenço garantiu que o Executivo já está a executar “importantes investimentos” destinados a transformar o ensino superior. Depois dos fortes investimentos realizados na saúde, o Chefe de Estado afirmou que chegou o momento de concentrar esforços na educação, considerada a base do desenvolvimento nacional.

Entre os projectos destacados está a conclusão, prevista para 2027, do Hospital Universitário da Universidade Agostinho Neto, bem como a construção de novas infra-estruturas para as faculdades de Medicina, Engenharia, Humanidades e Ciências da Saúde. O Presidente anunciou ainda a terceira fase da Universidade do Namibe e a expansão da rede de institutos superiores politécnicos em cidades como Ondjiva, Soyo, Luena, Cuito, Ndalatando e Sumbe.

João Lourenço avançou igualmente que estão previstas obras para a Universidade Rainha Njinga a Mbande, Universidade 11 de Novembro, Universidade Katyavala Bwila e para o ISCED de Benguela. Segundo o estadista, várias destas empreitadas já decorrem no terreno, enquanto outras deverão arrancar ainda durante este ano. Paralelamente, decorre a mobilização de financiamento para projectos considerados estratégicos, entre os quais os ISCED do Huambo, Lubango e Uíge, além das universidades José Eduardo dos Santos, Mandume Ya Ndemufayo, Cuito Cuanavale e Kimpa Vita.

Apesar do foco nas infra-estruturas, o Presidente alertou que o verdadeiro desafio passa pela formação de quadros qualificados. “As infra-estruturas fazem-se com dinheiro, mas a formação de pessoas exige tempo”, sublinhou, defendendo a necessidade de preparar docentes, investigadores e técnicos capazes de assegurar o funcionamento das novas instituições que deverão surgir nos próximos anos.