0º C

02 : 26

Rede Lares Dom Bosco promove Workshop sobre Gestão e Direitos Humanos

A Rede Lares Dom Bosco realizou, nos dias 19 e 20 de Março, um workshop sobre “Gestão Baseada nos Direitos Humanos”, no auditório Cônego Manuel das Neves. O evento reuniu directores de centros de acolhimento, juristas, contabilistas, chefes de secção do serviço penitenciário e estudantes universitários, que discutiram estratégias para humanizar a gestão nas instituições.

Registro autoral da fotografia

Há 2 semanas
2 minutos de leitura

O advogado e assessor jurídico Eude Pio Useka, prelector da formação, abordou conceitos fundamentais sobre direitos humanos aplicados ao ambiente organizacional, enfatizando a ética, transparência e responsabilidade social. O evento encerrou-se com a entrega de certificados aos participantes, reconhecendo o seu empenho e aprendizado.

Mudança de procedimentos e humanização da gestão

O Procurador de Fundo dos Lares Dom Bosco, Ernesto Cambuta, sublinhou que o principal objectivo do workshop é transformar os procedimentos institucionais, tornando-os mais humanizados. “Pretende-se que agentes, funcionários e educadores ajam de forma mais humanizada, respeitando os princípios e os direitos humanos das pessoas”, afirmou.

Quanto à implementação das estratégias discutidas, Cambuta destacou que a monitorização será feita através de encontros periódicos e inquéritos. “Desta forma, poderemos medir o impacto das medidas adoptadas e perceber se estamos a caminhar para um ambiente institucional mais humanizado ou se há ainda desafios a superar”, explicou.

Desafios e avanços na protecção dos direitos humanos

Para Eude Pio Useka, o workshop atingiu os objectivos traçados, tendo proporcionado aos participantes uma visão clara sobre a necessidade de integrar os princípios dos direitos humanos na gestão institucional e empresarial. “A interacção dos participantes foi extremamente positiva. Conseguimos discutir questões cruciais como o direito a férias, subsídios, cartões de seguro e licença de maternidade, que muitas vezes são violados”, referiu.

O advogado realçou ainda o papel fundamental das organizações não-governamentais na protecção dos direitos das crianças em situação de vulnerabilidade. “As ONGs têm sido parceiras fiéis do Estado, contribuindo para a materialização dos seus objectivos, em particular na erradicação da pobreza”, concluiu.

PONTUAL, fonte credível de informação.