Universidade Metodista: Estudantes detidos em protesto enfrentam julgamento
A indignação e a revolta marcaram os últimos dias na Universidade Metodista de Angola (UMA), onde três estudantes – incluindo uma mulher grávida – foram detidos pela polícia durante um protesto contra a sua exclusão da cerimónia de outorga de diplomas. O julgamento dos jovens aconteceu esta quinta-feira, num desfecho que tem gerado uma onda de indignação e críticas à atuação das autoridades.

Registro autoral da fotografia
A confusão começou quando 57 finalistas foram impedidos de participar na cerimónia, sob acusações de fraude académica e irregularidades no pagamento de mensalidades. A direcção da UMA justificou a decisão com a suposta descoberta de alterações indevidas de notas e outras infrações, levando à suspensão imediata dos estudantes. No entanto, os finalistas negam veementemente as acusações e exigem provas concretas.
Perante o silêncio da instituição, os estudantes decidiram organizar uma vigília na noite de terça-feira, seguida de um protesto na quarta-feira. A manifestação, que começou de forma pacífica, rapidamente se transformou em caos quando a polícia foi chamada ao local. Registos partilhados nas redes sociais mostram agentes a imobilizar estudantes à força, com destaque para uma jovem caída no chão, rodeada por gritos de protesto contra a violência policial.
“Foi uma repressão desnecessária! Os estudantes apenas exigiam justiça e transparência. Esperamos que os detidos sejam libertados porque não cometeram nenhum crime”, afirmou Francisco Teixeira, presidente do Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA), em declarações à Lusa.
A revolta dos finalistas prende-se com o facto de já terem defendido as suas monografias e participado nos ensaios da cerimónia, sendo surpreendidos, sem qualquer prova concreta, com a decisão de serem excluídos do evento. Segundo Teixeira, a direcção da UMA chegou a pedir mais cinco dias para apresentar evidências, mas os estudantes recusam-se a esperar indefinidamente pelo que consideram ser uma manobra para esconder falhas internas da universidade.
A suspensão inesperada da cerimónia de graduação arruinou os planos de dezenas de famílias, que aguardavam ansiosamente pelo momento de celebração. “Foi um golpe duro para estes estudantes, que se sentiram enganados e injustiçados”, lamentou o líder do MEA.
Enquanto isso, a direcção da UMA mantém-se firme na sua posição e reforça, em comunicado, o seu compromisso com a integridade académica, garantindo que todas as decisões tomadas visam a preservação dos valores institucionais. Contudo, a falta de clareza e o tratamento policial dispensado aos estudantes levantam sérias questões sobre a transparência da instituição e o respeito pelos direitos dos alunos.
O caso continua a gerar fortes reações na sociedade, com muitos a questionarem até que ponto o ensino superior privado em Angola respeita os princípios de justiça e equidade. Para já, o destino dos estudantes detidos e a resolução do impasse permanecem em aberto.
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