Vergonha da Semana: Governo do Cuanza-Norte
Mais um exemplo de descaso e irresponsabilidade, o Governo Provincial do Cuanza-Norte, sob a liderança do governador João Diogo Gaspar, leva o título de “Vergonha da Semana” da Pontual. O trágico acidente que, seundo relatos, vitimou cerca de seis estudantes, além de deixar vários feridos, manchou o dia que deveria ser de celebração para a província, com a inauguração do Hospital Geral do Kuanza Norte, presidida pelo Presidente João Lourenço.

Registro autoral da fotografia
A tragédia aconteceu no Morro do Binda, ontem, 12, onde um autocarro que transportava alunos para o evento de inauguração capotou, resultando em mortes e ferimentos graves. Os estudantes, forçados a abandonar as suas salas de aula para participar num acto de recepção ao Presidente, estavam a servir como mera plateia para o ´show político´ montado pelas autoridades locais.

Recrutamento forçado e coerção dos estudantes: “um ato de negligência”
É prática recorrente das autoridades provinciais mobilizar em massa alunos das escolas públicas para actos políticos, uma realidade que, segundo diversas fontes, é imposta sob coerção e ameaça de represálias. No caso desta tragédia, em vez de serem garantidas condições de transporte seguras e um acompanhamento adequado, os jovens foram submetidos a uma viagem perigosa e desnecessária, tudo em nome de uma apresentação de poder(para agradar o chefe).
Uma política de “espetáculo” que sacrifica vidas
O acidente no Morro do Binda denuncia o verdadeiro preço da política de mobilização de massas imposta pelo Governo Provincial do Cuanza-Norte: vidas perdidas e famílias destroçadas. Num país que luta para reduzir acidentes de viação e promover a segurança pública, é inconcebível que actos políticos se sobreponham à segurança e dignidade dos cidadãos.
Este triste episódio deixa uma questão: até quando as autoridades angolanas vão insistir em práticas que colocam em risco a vida dos cidadãos em nome de aparências e espetáculos políticos? O governo tem o dever de proteger a vida e o bem-estar dos angolanos, e não de colocá-los em situações de perigo.
O preço do silêncio
Além da tragédia, o que se segue é o silêncio das autoridades em relação ao número exato de vítimas e as medidas que serão adotadas para apoiar as famílias afetadas. Em vez de se assumirem responsabilidades, parece haver uma tentativa de evitar qualquer discussão sobre o recrutamento forçado de alunos para eventos políticos.

Este acidente é um lembrete doloroso das consequências de uma gestão negligente e da falta de compromisso do governo com a segurança da população. A tragédia no Cuanza-Norte não é um incidente isolado, mas sim um reflexo de uma política de indiferença e desrespeito pelos cidadãos.
As condolências às famílias atingidas por esta perda irreparável. Que este acidente não se torne apenas mais uma estatística, mas sim um grito de revolta que clama por mudanças urgentes na forma como o governo gere a sua relação com o povo.
PONTUAL, fonte credível de informação.
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