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“24 horas numa sala de observação é inaceitável”: Sílvia Lutucuta exige mudanças no Hospital Geral de Cacuaco

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, criticou os atrasos no atendimento aos doentes e exigiu maior rapidez na avaliação, diagnóstico e tratamento durante uma visita ao Hospital Heróis de Kifangondo, no Icolo e Bengo. A governante identificou falhas na organização dos serviços e determinou medidas para melhorar a resposta da unidade.

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Durante a visita, realizada este domingo, Sílvia Lutucuta percorreu o banco de urgência, áreas de internamento, neonatologia e Unidade de Cuidados Intensivos, onde constatou constrangimentos relacionados com o tempo de resposta, realização de exames complementares e tomada de decisões clínicas. “Não podemos aceitar que um doente fique 24 horas numa sala de observação sem que haja uma resposta”, afirmou.

A ministra exigiu o cumprimento rigoroso da Triagem de Manchester e uma melhor separação dos circuitos de atendimento, sobretudo para crianças, grávidas e casos de trauma grave. Orientou igualmente maior acompanhamento dos doentes internados, avaliações multidisciplinares e presença mais efectiva das chefias nos serviços, para garantir que os casos graves tenham acesso rápido aos meios necessários.

Sílvia Lutucuta determinou ainda o reforço da supervisão dos médicos em formação por profissionais experientes e defendeu uma comunicação mais clara entre as equipas de saúde e os familiares dos pacientes. Na área pediátrica, acompanhou a avaliação de uma criança com sinais de alteração neurológica e orientou o envolvimento de especialistas para uma apreciação clínica diferenciada.

No final da visita, a ministra reuniu-se com a direcção do hospital e reforçou que a prioridade deve passar pela resolução imediata dos constrangimentos identificados, pela melhoria da organização interna e pela humanização do atendimento. “Se não queremos que maltratem os nossos familiares, também temos de tratar bem as outras pessoas”, sublinhou.