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Adalberto aponta falhas graves na gestão do rio Cavaco e acusa: “Tragédia podia ter sido evitada”

O líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, responsabilizou a falta de manutenção do rio Cavaco e o assoreamento das suas margens pelo cenário de destruição em Benguela, afirmando que a tragédia “era evitável” com melhor planeamento.

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Durante uma visita de dois dias à província, onde contactou famílias afectadas e distribuiu bens essenciais, o político criticou a actuação do Governo, apontando falhas de organização e ausência de medidas preventivas, apesar de episódios semelhantes já terem ocorrido em 2015, em zonas como Lobito e Catumbela.

Segundo Adalberto Costa Júnior, a ausência de limpeza do leito do rio e a fragilidade das barreiras de contenção constituem a “razão base” do transbordo do Cavaco, defendendo que o problema não resulta da falta de recursos, mas sim de decisões mal estruturadas. O dirigente revelou ainda ter ouvido engenheiros hidráulicos no terreno, que confirmaram as causas técnicas do desastre.

O líder da oposição criticou também as intervenções de emergência em curso, que classificou como “paliativas”, alertando que a reposição das barreiras sem compactação adequada pode perpetuar o risco de novas rupturas.

As cheias já provocaram mortos, desaparecidos e milhares de desalojados em Benguela, onde o cenário de destruição levou igualmente o Presidente João Lourenço a deslocar-se ao terreno. Nas redes sociais, Adalberto Costa Júnior reforçou a crítica, afirmando que “já se sabe o que fazer”, faltando apenas “vontade política para agir e proteger vidas”.