0º C

22 : 38

Governo promete casas para vítimas das cheias em Benguela

O Governo vai avançar com a construção de habitações sociais para as famílias que perderam tudo nas cheias do rio Cavaco, numa resposta à tragédia que já causou mortos, destruição e milhares de desalojados em Benguela

Registro autoral da fotografia

Há 2 horas
2 minutos de leitura

O anúncio foi feito pelo ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos dos Santos, após a reunião da Comissão Nacional de Protecção Civil, orientada pelo Presidente João Lourenço, que visitou no mesmo dia os centros de acolhimento dos sinistrados. Segundo o governante, muitas famílias ficaram sem casa e outras residiam em zonas de risco, o que inviabiliza o regresso.

Embora ainda decorra o levantamento para definir o número de residências a construir, o Executivo prepara igualmente um conjunto de intervenções estruturais no rio Cavaco, com destaque para a reabilitação de 22 quilómetros de diques e a construção de mais 10,5 quilómetros de novas barreiras de protecção.

No plano de emergência, decorrem já trabalhos para reparar uma ruptura de cerca de 300 metros no dique, além de danos adicionais que totalizam 1,5 quilómetros, bem como operações de desassoreamento. Caso as chuvas não se intensifiquem, o Governo admite restabelecer a protecção no prazo de uma semana e prevê ainda a instalação de uma ponte metálica provisória sobre o rio Halo.

As cheias provocaram pelo menos 18 mortos e afectaram cerca de 12 mil pessoas, muitas das quais permanecem em centros de acolhimento improvisados, onde relatos de perdas totais e sobrevivência precária evidenciam a dimensão humana da tragédia.