Angola vai passar a exportar produtos sem taxas alfandegárias para os EUA
Os Estados Unidos da América (EUA) pretendem avançar com a isenção de taxas alfandegárias nas exportações de produtos ‘made in Angola’ para o mercado americano. Embora ainda não exista uma data concreta para a concretização desta medida, Angola passará a exportar produtos nacionais para os EUA livres de tarifas alfandegárias.

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A informação foi avançada por Florizelle Liser, presidente e directora executiva do Conselho Corporativo para África, que explicou que, dentro dos próximos tempos, as vendas de produtos angolanos para o mercado dos EUA vão estar livres de qualquer taxa alfandegária, com o objectivo de impulsionar o comércio entre os dois países, escreve a Angop.
Segundo a responsável, os parceiros de África, entre os quais Angola, vão poder aceder ao mercado dos EUA sem taxas, tendo em vista a facilitação das transacções comerciais entre os países.
Liser falava à imprensa no âmbito de uma reunião entre responsáveis de empresas de Angola e dos EUA, decorrida no contexto da visita de Biden, presidente dos EUA, a Angola. Nas suas declarações, citadas pela Angop, a responsável fez igualmente menção ao Corredor do Lobito, tendo destacado que o país norte-americano está comprometido em colocar à disposição mais de um bilião de dólares do Banco de Importação e Exportação americano e da Corporação de Finanças de Desenvolvimento: “Para o Corredor do Lobito, já temos um orçamento de mais de um bilião de dólares, pois não importa quem seja que esteja a dirigir o país, nós estaremos comprometidos em cumprir a nossa parte em relação ao projecto”.
Entre outros aspectos falou também sobre a Cimeira de Negócios EUA-África, que será acolhida por Luanda entre 23 e 27 de Junho do próximo ano, tendo considerado este evento vai reunir empresários, chefe de Estado e todos aqueles que tenham interesse em apostar em Angola.
Além disso, considerou que a visita de Biden a Angola espelhou a relevância que o governo americano confere à relação económica com Angola e outros países africanos, representando o fortalecimento das relações, especificamente, com angolanos, e, de modo geral, com africanos.
Já Rui Miguêns de Oliveira, ministro da Indústria e Comércio, expressou a esperança de que a nova fase da colaboração estratégica Angola-EUA leve ao crescimento da produção de alimentos para dar respostas às necessidades dos angolanos a um preço mais justo, a par de ajudar a diversificar as exportações nacionais: “Temos de ser capazes de produzir bens alimentares essenciais para a população, um desafio que esperamos contar com o contributo de investidores americanos, com realce para a produção de cerais e aves”, disse, citado pela Angop.
Enquanto Arlindo das Chagas Rangel, presidente do Conselho de Administração da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações, disse que será concretizado, esta semana na capital, um encontro com o Conselho Corporativo para África (CCA), no sentido de definir pormenores da cimeira EUA-África, tendo ainda informado que a agência tem vindo a receber diversos investidores dos EUA com curiosidade sobre as possibilidades de negócio em Angola, o que pode vir a abrir oportunidades para envolver os EUA em projectos do país.
C/VA
PONTUAL, fonte credível de informação.
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