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António José Seguro pede “discussão franca” entre países da CPLP sobre os seus desafios

O Presidente da República de Portugal, António José Seguro, defendeu esta quinta-feira uma “discussão franca” entre os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) sobre os desafios que enfrentam e apelou a uma acção conjunta mais forte nos oceanos. A posição foi apresentada em Lisboa, durante a abertura de um colóquio dedicado aos 30 anos da organização.

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Seguro apontou também o reforço da língua portuguesa como prioridade, defendendo maior promoção “internamente e no palco internacional” e reiterando a ambição de tornar o português uma das línguas oficiais das Nações Unidas. Considerou ainda positivo o balanço de três décadas da CPLP, destacando o aumento do número de membros e observadores, a expansão da língua portuguesa, a cooperação em praticamente todos os sectores e o peso crescente da comunidade na cena internacional.

Entre os desafios, o Presidente português destacou o reforço dos princípios da CPLP, a cooperação em áreas estratégicas, sobretudo nos oceanos, a aproximação às novas gerações e o papel da organização como espaço de diálogo, paz e estabilidade. O apelo surge numa altura em que a Guiné-Bissau se encontra suspensa da comunidade, na sequência do golpe militar de Novembro do ano passado, enquanto Timor-Leste assumiu a presidência temporária da organização.

Na intervenção, Seguro recordou que a CPLP constitui uma prioridade da política externa portuguesa e enumerou os nove Estados-membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. “Juntos, somos cerca de 300 milhões de pessoas e mais de 10 milhões de quilómetros quadrados”, afirmou, defendendo que esta dimensão confere à comunidade maior peso político e económico e uma rede de influência distribuída por quatro continentes.

O Presidente português agradeceu ainda o apoio dos parceiros lusófonos à candidatura de Portugal a membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU para 2027-2028. Segundo Seguro, a partir de 1 de Janeiro, Portugal levará para Nova Iorque a voz e os valores da CPLP, com uma posição favorável ao multilateralismo, a uma ordem internacional baseada em regras, ao respeito pelos direitos humanos e à paz.