BANCO ECONÓMICO DESPEJA IMÓVEIS DE LUXO AO ESTADO: Dívida milionária liquidada com património de alto valor
O Banco Económico, sucessor do controverso Banco Espírito Santo Angola (BESA), vai saldar parte das suas avultadas dívidas ao Estado angolano através da entrega de imóveis de alto valor, localizados em áreas nobres de Luanda e Bengo. A decisão, oficializada por despacho presidencial, levanta questões sobre a real dimensão dos valores envolvidos e o impacto desta solução no futuro da instituição bancária.

Registro autoral da fotografia
O Banco Económico (ex-BESA) optou por liquidar uma porção significativa da sua dívida ao Estado angolano com a entrega de três imóveis, conforme estipulado no despacho presidencial n.º 177/24, de 9 de Agosto. Esta decisão surge num contexto de crescente incerteza sobre o futuro da instituição bancária, que herda uma pesada carteira de crédito malparado do extinto BESA, avaliada em 5,7 mil milhões de dólares.
Os imóveis entregues incluem um prédio urbano com uma área bruta de 212 metros quadrados na cidade de Caxite, na província do Bengo, outro com 316 metros quadrados na prestigiada urbanização Nova Vida, e um terceiro com 426 metros quadrados, ambos na cidade de Luanda. No entanto, o valor exato atribuído a estes bens não foi divulgado, levantando dúvidas sobre a transparência e a adequação desta solução para os cofres públicos.
O despacho presidencial delega no ministro da Justiça e dos Direitos Humanos a responsabilidade de concretizar o registo dos três imóveis em nome do Estado, uma medida que é justificada pelo interesse público.
A situação do Banco Económico, que recebeu uma injeção de capital de três mil milhões de dólares após o colapso do BESA, continua a ser preocupante. Actualmente, a instituição encontra-se sob uma avaliação independente, cujo resultado, previsto para este mês, poderá determinar o seu futuro, num contexto em que a sua solvência continua a ser questionada. A dação dos imóveis surge como mais uma tentativa de remediar a crise financeira, mas deixa em aberto questões sobre a real capacidade de recuperação do banco e os impactos para o sector bancário angolano.
PONTUAL, fonte credível de informação.
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