Banco português avança com a venda do BFA, mas lista cinzenta do GAFI pode complicar IPO
O BPI iniciou o processo de selecção de parceiros internacionais para a Oferta Pública Inicial (IPO) de 15% da sua participação no Banco Fomento Angola (BFA), com o objetivo final de vender a totalidade da sua posição no banco angolano. O anúncio foi feito pelo presidente do BPI, João Pedro de Oliveira e Costa, que destacou o compromisso do banco em desvincular-se do BFA.

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Em colaboração com o IGAPE, o BPI já formou grupos de trabalho para estruturar a operação, que deverá ocorrer no primeiro semestre de 2025. Embora confiante no interesse de investidores, João Pedro de Oliveira e Costa advertiu que a inclusão de Angola na “lista cinzenta” do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI) poderá influenciar o processo. A medida, anunciada recentemente, coloca o país sob monitorização reforçada por questões de combate ao branqueamento de capitais.
Com o IPO, que visa a entrada de 30% das acções do BFA na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), o BPI espera atrair investidores para facilitar sua saída completa do capital do BFA. Atualmente, o banco português detém 48,1% das acções, enquanto os restantes 51,9% estão sob controle do Estado angolano, via operadora Unitel.
O BPI apresentou também os seus resultados financeiros, com um lucro acumulado de 444,1 milhões de euros até Setembro, um aumento de 14% em termos anuais. O BFA contribuiu com 39 milhões de euros, embora tenha registado uma queda de 8%, atribuída à desvalorização do Kwanza.
PONTUAL, fonte credível de informação.
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