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Caso dos 13 milhões de dólares do BAI arrasta-se há mais de um ano

O financiamento de mais de 13 milhões de dólares concedido pelo Banco BAI a uma empresa ligada ao empresário eritreu Isayas Berhe está sob escrutínio das autoridades angolanas, num processo que envolve suspeitas de irregularidades financeiras e cuja tramitação, segundo o jornal Na Mira do Crime, permanece sem avanços conhecidos. O crédito, atribuído em 2024 para um alegado projecto agrícola, ainda não teria sido reembolsado, de acordo com a publicação.

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) remeteu, a 19 de Junho de 2025, o processo-crime n.º 1894/025-I-PGR à Direcção de Combate aos Crimes Fiscais e Financeiros do Serviço de Investigação Criminal (SIC), para tratamento. Entre os visados constam Isayas Berhe, a empresa Kaheel Agriculture Machinery, Lda., e uma entidade identificada no processo como Shaikh Ahmed Dalmook Juma Al-Matoum. O empresário terá sido notificado a 9 de Julho do mesmo ano.

Documentos citados pelo jornal apontam para movimentações de valores elevados através de contas bancárias associadas às empresas do empresário. Entre as operações referidas está uma transferência de 188 milhões de kwanzas para a conta de outra empresa. As autoridades estarão também a analisar transacções que, segundo a publicação, poderão ter como destino carteiras de criptomoedas. Estas suspeitas carecem de confirmação oficial quanto à sua natureza e eventual enquadramento criminal.

O caso envolve ainda pedidos de documentação dirigidos ao BAI pela PGR, em Julho de 2025, no âmbito de outro processo-crime, registado sob o n.º 38372/025-LDA. O banco terá sido instruído a entregar, no prazo de 72 horas, os documentos relativos à concessão de crédito à empresa Kaheel Farming Services Angola. Paralelamente, a Administração Geral Tributária (AGT) terá recebido uma denúncia, identificada pelo código TBMD86, sobre a alegada emissão de facturas que não corresponderiam à realidade financeira das empresas visadas.

De acordo com o Na Mira do Crime, a AGT e os órgãos de defesa e segurança também investigam o caso. A publicação refere ainda alegadas dívidas a fornecedores angolanos e trabalhadores. Até ao momento, o material disponibilizado não inclui uma posição dos visados nem esclarecimentos oficiais sobre o estado actual das investigações, pelo que as suspeitas descritas não constituem prova de culpa.