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Ébola avança sem travão na RDCongo e já fez mais de 230 mortos

A epidemia de ébola na República Democrática do Congo está a acelerar de forma preocupante e já afecta 33 zonas de saúde em três províncias, levando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a reforçar o alerta sobre a gravidade da situação, apesar do aumento dos esforços para conter a propagação do vírus.

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Segundo a OMS, a doença já provocou 232 mortes entre os 896 casos registados no país, correspondendo a uma taxa de letalidade de 26%. A directora de emergências da organização para África, Marie Roseline Belizaire, reconheceu que o cenário permanece crítico e em rápida evolução, embora tenha garantido que a resposta sanitária continua a ganhar força no terreno.

Para travar o avanço da epidemia, a OMS mobilizou mais de 115 especialistas para as áreas afectadas e enviou mais de 110 toneladas de material de emergência. A capacidade de assistência também foi reforçada, com 516 camas disponíveis para tratamento e possibilidade de realizar mais de dois mil testes diários. Ainda assim, a insegurança em várias regiões, as limitações financeiras e as dificuldades de acesso continuam a comprometer o combate ao surto.

As autoridades de saúde admitem que persistem falhas no rastreio de contactos, que permanece abaixo da meta estabelecida. A existência de mortes nas comunidades e a detecção de casos entre populações deslocadas revelam que algumas cadeias de transmissão continuam fora do alcance das equipas de vigilância. Entretanto, uma equipa médica chinesa chegou a Kinshasa para reforçar as operações de resposta.

A preocupação alastra além das fronteiras congolesas. A Organização Internacional para as Migrações já realizou mais de um milhão de controlos sanitários em postos fronteiriços e corredores de circulação, enquanto o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados alertou para os riscos crescentes enfrentados pelas populações deslocadas. Declarado a 15 de Maio, este é o 17.º surto de ébola registado na RDCongo e envolve a estirpe Bundibugyo, para a qual ainda não existe vacina autorizada nem tratamento específico.