Estradas sem segurança e socorro frágil agravam mortalidade rodoviária em Angola
A falta de segurança nas estradas e a fragilidade do sistema de socorro estão na base da elevada mortalidade rodoviária em Angola, um cenário que poderia ser drasticamente revertido com medidas técnicas simples e resposta de emergência eficaz, alerta o investigador angolano Vasco da Gama.

Registro autoral da fotografia
A conclusão consta do livro “Mobilidade e Infra-estruturas – Tendências e impactos na sinistralidade e segurança rodoviárias”, com lançamento previsto para sexta-feira, no qual o autor analisa a realidade angolana em comparação com Portugal e Brasil, expondo falhas estruturais que transformam acidentes comuns em tragédias fatais.
Em entrevista à Lusa, o especialista, professor do Instituto Superior de Polícia e oficial superior da Polícia Nacional, sublinha que o número de acidentes não explica, por si só, o elevado índice de mortes. Em 2019, Portugal registou mais de 36 mil acidentes com 688 mortos, enquanto Angola contabilizou cerca de 10.700 acidentes, mas com 2.227 vítimas mortais, uma discrepância que revela o peso das condições das infra-estruturas e do socorro.
Segundo o investigador, a ausência de separadores centrais, iluminação pública, sinalização adequada e outros dispositivos de segurança activa e passiva agrava as consequências dos acidentes, tal como o deficiente estado técnico dos veículos e a resposta tardia às emergências, factores que, noutros contextos, evitariam mortes.
A sinistralidade rodoviária surge como a segunda principal causa de morte em Angola, logo após o paludismo, com forte impacto social e económico, sobretudo por vitimar maioritariamente jovens. Só em 2024, o país registou 3.120 mortos e 16.282 feridos em 12.303 acidentes, uma média alarmante de cerca de nove mortes por dia nas estradas nacionais.
Vasco da Gama aponta ainda a fraca educação rodoviária, a circulação de condutores sem carta, o desconhecimento das regras por parte de peões e um sentimento de impunidade alimentado por sanções pouco dissuasoras, defendendo medidas mais severas, o mapeamento de “pontos negros” e uma intervenção mais firme do Estado para travar uma tragédia que se repete diariamente.
Com Lusa
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