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Vigília travada em Luanda: Partido Liberal assume falha e elogia actuação da polícia

O Partido Liberal reconheceu uma falha na organização de uma vigília em Luanda que acabou impedida pela Polícia Nacional de Angola, admitindo que o evento não reuniu todos os procedimentos formais necessários, apesar de o partido ter comunicado previamente as autoridades.

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Numa nota pública assinada pelo seu presidente, Luís de Castro, a formação política afirmou que cumpriu as notificações legais junto do Governo Provincial de Luanda e da polícia, em conformidade com o artigo 47 da Constituição da República de Angola, que regula o direito de reunião e manifestação.

Ainda assim, o partido admite que ocorreu uma omissão relevante: a direcção da paróquia escolhida para acolher a vigília não foi formalmente informada. Segundo a nota, essa autorização cabia à Igreja, lacuna que acabou por inviabilizar a realização do acto.

A iniciativa pretendia manifestar repúdio contra alegadas arbitrariedades da Administração Geral Tributária e demonstrar solidariedade para com empresários ligados ao partido na província de Luanda. O Partido Liberal, porém, sublinhou que não se apresenta como vítima e assumiu publicamente o erro.

No comunicado, Luís de Castro reafirmou o compromisso da organização com a legalidade e o respeito pelas instituições do Estado, acrescentando que vigílias semelhantes decorreram noutras províncias do país sem incidentes, dentro do espírito cívico defendido pelo partido.