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Internet gratuita via Angosat 2 chga as demais províncias

A Universidade do Namibe tornou-se a mais recente instituição de ensino superior a beneficiar de Internet gratuita através do satélite Angosat-2, numa iniciativa que já alcançou quase 20 mil estudantes em várias províncias do país.

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Há 14 horas
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“Após quase 20 mil estudantes das universidades Agostinho Neto, em Luanda, Katyavala Bwila, em Benguela, Rainha Njinga a Mbande, em Malanje, Kimpa Vita, no Uíge, e Mandume Ya Ndemufayo, na Huíla, terem sido beneficiados com internet gratuita via Angosat-2, chegou a vez dos estudantes da Universidade do Namibe melhorarem as condições de conectividade e acesso às tecnologias digitais, com a instalação de uma antena de comunicação via satélite, no âmbito do Programa Nacional de Capacitação e Certificação de Gestores e Utilizadores de Tecnologia Espacial”, lê-se num comunicado do GGPEN, a que o VerAngola teve acesso.

O processo de instalação da referida antena será feito durante aulas práticas, assemelhando-se ao que foi feito na Huíla.

“À semelhança do que aconteceu no Instituto Superior Politécnico da Huíla, a infra-estrutura será instalada durante as aulas práticas promovidas pelo Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), através do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN), envolvendo especialistas, docentes e estudantes em actividades de montagem e configuração de equipamentos de comunicação via satélite”, refere a nota.

Durante as aulas práticas realizadas na Huíla, o reitor da universidade local, Sebastião António, “agradeceu ao MINTTICS pelo facto de a instituição ter sido contemplada pelo projecto Conecta Angola Comercial, que tem como objectivo reduzir a info-exclusão, levando Internet às zonas sem qualquer tipo de conectividade”.

“Composto por duas fases — teórica e prática —, o programa decorre em formato híbrido e é gerido por uma plataforma inteligente de ensino à distância, permitindo aos participantes o acesso a conteúdos multimédia e ferramentas de aprendizagem interactivas”, lê-se no comunicado, que acrescenta que “além das sessões práticas, o programa contou também com a realização do ‘Tertúlias Espaciais’, momentos de partilha de conhecimento e debate sobre o impacto das tecnologias espaciais no desenvolvimento das comunidades, no ensino e na transformação digital em Angola”.

A iniciativa está integrada no “projecto Tecnologia Espacial nas Comunidades, que visa aproximar os benefícios da tecnologia espacial das populações, instituições académicas e municípios do país”.

“Desde o início da instalação de conectividade gratuita via Angosat-2 nas universidades, somente na Universidade Rainha Njinga a Mbande, em Malanje, já houve um consumo de 2,33 terabits, o que demonstra a crescente utilização dos serviços digitais e a importância da expansão da conectividade nas instituições de ensino superior”, realça ainda o comunicado.