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João Lourenço aprova mais 63,9 mil milhões para sinistrados, mas apoio gera nova polémica em Benguela

O Presidente da República autorizou um novo financiamento de 63,9 mil milhões de kwanzas para acelerar o reassentamento definitivo das famílias afectadas pelas cheias que devastaram a província de Benguela em Abril. A decisão surge numa altura em que aumentam as críticas à forma como decorre o apoio aos sinistrados.

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O montante destina-se à contratação, por via de um procedimento de emergência, para a construção de 932 habitações sociais, à reabilitação de 460 residências, bem como à realização dos estudos técnicos e à fiscalização das empreitadas. A medida reforça a resposta do Executivo à tragédia que deixou centenas de famílias desalojadas e provocou elevados prejuízos materiais.

Apesar do novo investimento, persistem dúvidas sobre a execução do processo. A activista social Sara Ngueve denuncia alegadas falhas no reassentamento das famílias, afirmando que alguns sinistrados terão sido encaminhados para habitações ainda por concluir e enfrentam dificuldades no acesso à alimentação. As críticas apontam igualmente para uma alegada falta de transparência na condução das operações por parte do Governo Provincial de Benguela.

Este é o segundo grande pacote financeiro autorizado pelo Chefe de Estado para apoiar as vítimas das cheias. Em Maio, João Lourenço já tinha aprovado um financiamento superior a 380 milhões de dólares, destinado à construção de cerca de 700 habitações, numa das maiores operações de resposta a desastres naturais realizadas nos últimos anos em Angola.