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MPLA justifica intervenção policial no Uíge e UNITA denuncia excessos

O líder parlamentar do MPLA, Joaquim Reis Júnior, defendeu que a Polícia Nacional agiu para repor a ordem durante o acto político da UNITA que terminou em confrontos no Uíge, enquanto o PRS condenou a intervenção e exigiu uma reflexão sobre o exercício da democracia em Angola.

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Joaquim Reis Júnior falava à margem do encerramento da 4.ª sessão legislativa da V Legislatura, em reacção ao incidente ocorrido no Sábado, quando efectivos policiais cercaram a sede provincial da UNITA para impedir a realização de uma iniciativa da JURA, enquadrada na IV Reunião Ordinária do Comité Nacional da organização juvenil e nas comemorações do 92.º aniversário de Jonas Savimbi. Para o dirigente do MPLA, os partidos têm direito à actividade política, mas devem respeitar as orientações das autoridades quanto aos locais autorizados.

Em sentido contrário, o líder do grupo parlamentar misto PRS/FNLA, Benedito Daniel, condenou a actuação policial e considerou que o episódio ultrapassa as fronteiras da UNITA. O deputado defendeu uma revisão dos pressupostos da democracia e recordou que cabe à Polícia proteger os cidadãos, garantir a segurança e assegurar a ordem pública. Criticou ainda o silêncio do Governo perante o incidente e questionou a ausência de uma posição oficial sobre eventuais excessos.

A dimensão dos confrontos permanece, contudo, no centro da polémica. A JURA afirmou que 31 pessoas ficaram feridas, dez das quais com gravidade, enquanto a Polícia Nacional apresentou uma versão diferente, assegurando ter recorrido a força moderada e meios não letais e registado apenas ferimentos ligeiros num civil e em três efectivos policiais. A UNITA chegou a solicitar à Assembleia Nacional um voto de protesto pelos acontecimentos, incluindo os incidentes que envolveram deputados, mas a iniciativa foi rejeitada.