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Uíge: portugueses começam exumações de militares portugueses mortos na Guerra Colonial

A província do Uíge volta a estar no centro da memória da Guerra Colonial. A Liga dos Combatentes deu início a uma nova fase da Operação Embondeiro, que prevê a identificação de 108 sepulturas de militares portugueses e a exumação de 18 restos mortais numa primeira etapa, numa missão que se prolongará até Setembro.

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A operação, desenvolvida no âmbito do Programa de Conservação das Memórias, decorre em articulação com as autoridades provinciais e abrange 11 municípios: Uíge, Dange-Quitexe, Vista Alegre, Bembe, Songo, Mucaba, Maquela do Zombo, Damba, Quipedro, Sanza Pombo e Negage. Segundo o coronel Carlos Batalha da Silva, chefe da delegação da Liga dos Combatentes, as equipas já concluíram os trabalhos de reconhecimento no terreno e avançam agora para as primeiras exumações.

De acordo com o responsável, Angola contabiliza actualmente cerca de 1.500 sepulturas identificadas, distribuídas por aproximadamente 180 cemitérios em 19 províncias. Deste universo, já foram exumados cerca de 450 restos mortais desde o arranque da operação, em 2024, num dos maiores programas de recuperação de memória histórica realizados no país.

Ao contrário do que poderia acontecer, os restos mortais não serão trasladados para Portugal. Os entendimentos alcançados entre os governos de Angola e de Portugal determinam que permaneçam em território angolano, onde serão depositados em ossários construídos para esse efeito. O Uíge assume um papel central nesta missão por ter sido um dos principais palcos da Guerra Colonial, iniciada em 1961, concentrando um elevado número de sepulturas de antigos militares portugueses.