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Cinco casos positivos de Mpox em Cabinda

A província de Cabinda confirmou cinco casos positivos de Mpox entre 20 suspeitos analisados pelas autoridades sanitárias, numa altura em que cresce a preocupação com a propagação da doença e com o surgimento de pacientes sem qualquer ligação epidemiológica conhecida.

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Há 19 horas
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O secretário provincial da Saúde, Rúben Buco, revelou esta Quinta-feira que dois dos pacientes já receberam alta hospitalar, embora permaneçam sob vigilância sanitária. Outros três continuam internados, enquanto sete amostras seguem em investigação laboratorial. O responsável admitiu preocupação acrescida devido ao facto de três dos casos positivos não apresentarem histórico de viagem nem contacto identificado com zonas afectadas.

Perante o cenário, as autoridades sanitárias reforçaram as medidas de prevenção e vigilância epidemiológica na província. Profissionais de saúde participaram numa acção de formação focada na identificação precoce dos sintomas e no combate à disseminação da Mpox, doença viral que se transmite entre humanos e animais infectados, como macacos e roedores.

A doença pode manifestar-se entre dois e 21 dias após a infecção, provocando febre, dores musculares, inflamação dos gânglios, dores de cabeça e erupções cutâneas com manchas e bolhas. Angola registou o primeiro caso de Mpox em 2024, em Luanda, tendo surgido este mês um novo caso positivo na província do Uíge, situação que levou também o Zaire a reforçar medidas de prevenção.

O clima de alerta sanitário intensificou-se ainda mais devido ao avanço do ébola na vizinha República Democrática do Congo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, o leste congolês já regista cerca de mil casos suspeitos e pelo menos 223 mortes associadas à doença.