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G7 manifesta preocupação com o avanço do ébola na RDC e Uganda

O recrudescimento da epidemia de ébola na República Democrática do Congo e no Uganda levou os líderes do G7 a lançar um apelo urgente a uma mobilização internacional coordenada, numa tentativa de evitar que a crise sanitária ganhe proporções ainda mais graves.

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Reunidos em cimeira em Évian, França, os chefes de Estado e de Governo das sete economias mais industrializadas do mundo defenderam uma resposta robusta perante os riscos que a doença representa para a saúde pública internacional. O apelo recebeu igualmente o apoio do Egipto, Índia, Quénia e Coreia do Sul, países parceiros da iniciativa.

A preocupação cresce sobretudo devido à situação no leste da República Democrática do Congo, onde a epidemia foi declarada a 15 de Maio. A estirpe Bundibugyo, responsável pelo surto, continua sem vacina ou tratamento homologado, enquanto o epicentro da doença se localiza numa região remota marcada pela insegurança e por conflitos armados, factores que dificultam a assistência médica e a contenção da propagação.

No comunicado final, os líderes do G7 manifestaram disponibilidade para mobilizar recursos destinados ao desenvolvimento e distribuição de vacinas, métodos de diagnóstico e tratamentos especializados nos próximos meses. O objectivo passa por reforçar a capacidade de resposta global e impedir que o surto ultrapasse as fronteiras da região afectada.

Os Estados Unidos anunciaram ainda a realização de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros do G20 para alargar o apoio financeiro e coordenar novas medidas de combate à emergência sanitária. Segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde, a epidemia já provocou 808 casos e 192 mortes, números que colocam a taxa de letalidade nos 24 por cento.