0º C

21 : 21

kwanza torna-se a segunda moeda aceite no sistema financeiro da SADC

O kwanza alcançou um marco histórico ao tornar-se a segunda moeda integrada no Sistema de Liquidação a Bruto em Tempo Real da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC-RTGS), um passo que reforça o peso financeiro de Angola na região e promete tornar as transacções internacionais mais rápidas, seguras e menos dispendiosas.

Registro autoral da fotografia

Há 2 horas
2 minutos de leitura

A integração foi oficializada esta segunda-feira pelo governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, e pelo governador do Banco de Reserva da África do Sul, Lesetja Kganyago, que também preside ao Comité de Governadores dos Bancos Centrais da SADC. Até agora, o sistema, criado em 2013 e utilizado por 15 países da região, operava exclusivamente com o rand sul-africano, passando o kwanza a ser a segunda moeda aceite para liquidação de pagamentos transfronteiriços.

Segundo o Banco Nacional de Angola, a entrada da moeda nacional no SADC-RTGS elimina, em muitas operações, a necessidade de conversão para divisas externas, permitindo reduzir custos, acelerar as transferências e aumentar a segurança das transacções entre os países membros. A medida integra a estratégia regional de reforço da utilização das moedas locais no comércio e nos pagamentos internacionais, diminuindo a dependência de moedas estrangeiras.

Cinco instituições bancárias angolanas passam igualmente a operar no sistema: o Banco Angolano de Investimentos (BAI), o Banco Internacional de Crédito (BIC), o Banco de Negócios Internacional (BNI), o Banco Crédito Sul (BCS) e o Banco Yetu. A participação destas entidades deverá facilitar as operações financeiras entre Angola e os restantes mercados da África Austral.

A SADC pretende alargar progressivamente o sistema a outras moedas da região, sendo o pula, do Botsuana, o próximo candidato à integração. A entrada do kwanza representa, contudo, um dos mais importantes avanços da arquitectura financeira regional dos últimos anos e reforça a posição de Angola no processo de integração económica da África Austral.