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Líderes africanos juntam-se em Luanda para mudar resposta da União Africana aos conflitos

Luanda recebe, a 29 e 30 de Agosto, uma cimeira extraordinária da União Africana (UA) que pretende dar uma nova resposta aos conflitos no continente, com os líderes africanos chamados a reforçar a prevenção de crises e a eficácia dos mecanismos já existentes.

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A XXI Conferência Extraordinária de Chefes de Estado e de Governo sobre o Reforço dos Mecanismos de Prevenção e Resolução de Conflitos em África será, segundo o embaixador de Angola na Etiópia, Miguel Bembe, a primeira reunião extraordinária de líderes da UA dedicada especificamente a esta matéria desde a criação da organização. A iniciativa procura substituir uma actuação sobretudo reactiva por uma estratégia capaz de antecipar ameaças e evitar o agravamento das crises.

O encontro deverá produzir a chamada Decisão de Luanda, acompanhada por um Plano de Acção e por uma Matriz de Implementação, com metas, indicadores, responsáveis, orçamento e prazos definidos. Para Miguel Bembe, a fórmula representa uma mudança na forma de organizar os resultados das cimeiras, ao permitir acompanhar a execução das decisões e exigir prestação de contas sobre o seu cumprimento.

A UA entende que o problema não está na falta de tratados ou estruturas, mas nas dificuldades de coordenação, financiamento insuficiente e reduzida utilização política dos mecanismos existentes. Entre os principais instrumentos em análise estão o Conselho de Paz e Segurança, o Sistema Continental de Alerta Precoce e o Fundo Africano para a Paz. A cimeira pretende, por isso, reforçar a capacidade operacional destas estruturas sem criar novos órgãos.

A abertura contará com intervenções do Presidente angolano, João Lourenço, enquanto anfitrião, do presidente da Comissão da UA, Mohamoud Ali Youssouf, e do Presidente do Burundi e líder da organização, Évariste Ndayishimiye. Pelo menos dez chefes de Estado, dez primeiros-ministros, vice-presidentes e ministros têm presença confirmada. Os trabalhos decorrerão à porta fechada e a cimeira terá carácter exclusivamente africano.