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Greve dos professores à vista: ministra da Educação chama Sinprof para reunião

A ministra da Educação, Erika Aires, chamou o Sindicato Nacional de Professores (Sinprof) para uma reunião esta quarta-feira, numa tentativa de ouvir a posição dos docentes depois do anúncio de uma greve que poderá afectar o ensino geral e outras áreas da educação a partir de 21 de Setembro.

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O encontro surge poucos dias depois de o Sinprof ter aprovado uma paralisação em quatro fases, com a primeira prevista para 21 de Setembro a 15 de Outubro. O sindicato acusa o Ministério da Educação de incumprimento de compromissos assumidos no acordo celebrado com o Executivo a 8 de Janeiro. A ministra pretende auscultar a direcção sindical sobre o actual cenário, numa reunião que contará também com outros representantes do sector.

A paralisação, caso avance, terá quatro períodos ao longo do ano lectivo: de 21 de Setembro a 15 de Outubro, de 2 a 18 de Dezembro, de 10 a 26 de Fevereiro de 2027 e de 17 de Maio a 18 de Junho de 2027. Antes disso, o Sinprof prevê assembleias representativas nas capitais das 21 províncias, a 12 de Setembro.

Entre as principais reivindicações estão a inclusão de professores excluídos dos concursos de ingresso interno e de acesso, a reavaliação dos processos pelas comissões conjuntas Ministério da Educação-Sinprof e a integração, no Sistema Integrado de Gestão Financeira do Estado (SIGFE), dos docentes admitidos. O sindicato acusa ainda o Executivo de falhar compromissos relativos à valorização da carreira docente e alerta para o elevado número de crianças e adolescentes sem acesso às escolas públicas por falta de vagas.

O Sinprof considera que a falta de infra-estruturas escolares agrava a pressão sobre o sistema e questiona a prioridade dada a outros investimentos públicos. A organização sindical estima que o valor aplicado no Centro de Convenções recentemente inaugurado pelo Presidente João Lourenço poderia permitir a construção de cerca de 700 escolas, com aproximadamente 8.400 salas de aulas. Apesar da decisão de avançar para a greve, o sindicato diz manter disponibilidade para o diálogo com o Governo.