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Gigantes mundiais do petróleo chegam a Luanda para discutir o futuro energético de Angola

Angola volta a colocar o petróleo e o gás no centro da corrida por investimento estrangeiro. A 7.ª edição da Conferência e Exposição Angola Oil & Gas (AOG) 2026 começa esta terça-feira, em Luanda, com a promessa de colocar na mesa novos projectos, exploração em águas profundas, gás, refinação e maior participação das empresas nacionais na cadeia de valor.

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Sob o lema “Investir no Futuro de Angola”, o encontro decorre no Centro de Convenções de Talatona, nos dias 9 e 10 de Setembro, após o programa de pré-conferência. A sessão de abertura contará com figuras de topo das maiores companhias petrolíferas internacionais, entre as quais Patrick Pouyanné, da TotalEnergies, Guido Brusco, da Eni, Gordon Birrell, da BP, e Kevin McLachlan, da Chevron, além do ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo. Paulino Jerónimo, Luís Fernandes e Sebastião Gaspar Martins estarão também entre os participantes.

O primeiro dia concentra-se no investimento e no potencial das bacias petrolíferas angolanas, com debates sobre retorno do capital e exploração em águas profundas. No segundo dia, o gás, a refinação e a segurança do abastecimento ganham protagonismo, com a apresentação do Plano Director do Gás de Angola e discussões sobre infra-estruturas, redução das importações de combustíveis e expansão da capacidade de refinação.

A presença das empresas angolanas constitui outro dos principais eixos da AOG 2026. Workshops de compras e contratação da TotalEnergies e da ExxonMobil antecedem debates sobre o acesso das pequenas e médias empresas ao financiamento e sobre a capacidade nacional para responder às metas de conteúdo local. O programa inclui ainda painéis sobre inteligência artificial na indústria petrolífera, activos maduros, desmantelamento de infra-estruturas offshore e os projectos Greater PAJ e Kaminho.

Com operadores, reguladores, bancos, investidores e empresas de serviços no mesmo espaço, a conferência surge num momento decisivo para Angola, que procura sustentar a produção petrolífera, acelerar novos projectos, aumentar o aproveitamento do gás e reduzir a dependência de combustíveis importados. A agenda prevê ainda a assinatura de acordos e a abertura oficial da exposição, numa iniciativa que pretende transformar as oportunidades do sector em novos negócios e capital para o país.