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“Situação preocupante”: Governo admite escassez de combustível e dificuldades da Sonangol

O Governo reconheceu esta quinta-feira que Angola atravessa uma situação “preocupante” de escassez de combustível. O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás revelou que a Sonangol enfrenta dificuldades financeiras para garantir o abastecimento, numa altura em que o aumento do consumo e a subida dos preços internacionais agravam a pressão sobre o sector.

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As declarações foram feitas por Diamantino Azevedo durante o Fórum das Mulheres no Sector de Oil & Gás, em Luanda, onde admitiu, sem rodeios, que a questão do combustível domina actualmente as preocupações do país. “Estamos com uma situação preocupante de combustível no país”, afirmou o governante, acrescentando que Angola enfrenta uma crise marcada pela escassez de produtos, pelo crescimento da procura e pela valorização dos derivados do petróleo no mercado internacional.

O ministro explicou que, além do aumento do consumo e dos preços internacionais, persistem constrangimentos logísticos que dificultam o fornecimento regular de combustíveis. Reconheceu igualmente que a Sonangol atravessa limitações financeiras, factor que compromete a capacidade da petrolífera estatal para assegurar o abastecimento em todo o território nacional.

Apesar do actual cenário, Diamantino Azevedo garantiu que o Executivo trabalha para ultrapassar a crise. O governante recordou que Angola continua entre os quatro países africanos com os combustíveis mais baratos, realidade que, segundo defendeu, também exerce pressão sobre o mercado nacional.

Embora seja um dos maiores produtores de petróleo do continente africano, Angola permanece fortemente dependente da importação de combustíveis refinados, situação que a torna vulnerável às oscilações dos mercados internacionais e aos desafios logísticos no abastecimento interno.