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Sonangol estuda produção de combustível sustentável para aviões em Angola

A Sonangol está a estudar a produção, em Angola, de combustível sustentável para a aviação (SAF), uma aposta que poderá abrir uma nova frente na indústria energética nacional e colocar o país no mercado internacional dos combustíveis de baixo carbono. A possibilidade ganhou força após um estudo científico de técnicos da petrolífera concluir que Angola reúne condições favoráveis para desenvolver esta indústria.

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Segundo Joaquim Quiteculo, presidente da Comissão Executiva da Sonangol Refinação e Petroquímica, o projecto poderá avançar associado à futura bio-refinaria de Luanda, com recurso a resíduos vegetais, restos de óleos, gorduras animais e outras matérias-primas disponíveis no país. A unidade deverá produzir também biodiesel e terá uma capacidade estimada de quatro a cinco mil barris de petróleo equivalente por dia, com implementação prevista para 24 meses.

A aposta surge num contexto de crescente procura mundial por combustíveis menos poluentes para a aviação. De acordo com o responsável, companhias aéreas internacionais que operam para Angola terão, a partir de 2030, de incorporar até 30% de combustível sustentável nas suas operações, o que poderá transformar o país num potencial fornecedor regional deste produto.

O estudo, elaborado por investigadores do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento e da Sonangol Refinação e Petroquímica, foi publicado no South African Journal of Chemical Engineering e analisou diferentes tecnologias de produção de SAF. A investigação concluiu que a disponibilidade de biomassa, o potencial de energias renováveis e as infra-estruturas de refinação existentes dão ao país uma base favorável para avançar, de forma faseada, da utilização de tecnologias maduras para soluções mais avançadas de combustíveis sintéticos.