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Depois da saída: Galp admite intenção de voltar a investir no petróleo angolano

Angola pode voltar a receber um velho protagonista do sector petrolífero. A Galp confirmou que está a analisar um eventual regresso às actividades de exploração e produção de petróleo no país, reabrindo um cenário que poderá marcar o regresso de uma das empresas com maior historial na indústria energética angolana.

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A revelação foi feita esta Segunda-feira pelos co-presidentes executivos da petrolífera portuguesa. Em declarações à Lusa, João Diogo Marques da Silva admitiu que a possibilidade está em cima da mesa, embora sublinhe que ainda não existe qualquer decisão definitiva. “A hipótese de nós regressarmos a Angola existe”, afirmou o responsável, confirmando que a empresa está a avaliar oportunidades de investimento no mercado angolano.

Depois de ter vendido, em 2024, os activos de exploração e produção que detinha em Angola, a Galp manteve apenas operações de distribuição e comercialização de combustíveis. Ainda assim, a petrolífera reconhece que continua a sentir-se confortável no país, fruto de décadas de presença, da proximidade às autoridades angolanas e da relação histórica com a Sonangol. A Bacia Atlântica do Sul, região estratégica para a empresa, permanece no centro das atenções e inclui precisamente o território angolano.

A co-CEO Maria João Carioca explicou que a empresa procura novos activos capazes de sustentar o crescimento da produção de petróleo e gás, mas frisou que qualquer investimento dependerá da viabilidade financeira e do enquadramento estratégico da Galp. A análise estende-se igualmente a outros mercados onde a companhia já opera, como Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, numa estratégia de diversificação do portefólio energético.

As declarações surgem poucas semanas depois de o presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins, ter avançado que a Galp pretendia regressar à exploração petrolífera em Angola. O interesse coincide ainda com um momento de forte desempenho financeiro da empresa portuguesa, que anunciou um lucro de 812 milhões de euros no primeiro semestre, mais 44% do que no mesmo período do ano passado, impulsionado pelo aumento da produção no Brasil e pela valorização do petróleo nos mercados internacionais.