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Luanda reforça rede de morgues enquanto saúde pública degrada

Enquanto persistem as queixas sobre a falta de medicamentos, camas e equipamentos nos hospitais públicos, o Governo Provincial de Luanda decidiu investir na expansão da rede de serviços funerários, com a construção de quatro novas morgues e a modernização de um crematório.

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O Governo Provincial de Luanda (GPL) lançou, esta segunda-feira, as empreitadas para a construção e apetrechamento de quatro novas morgues nos municípios de Belas, Kilamba Kiaxi, Cazenga e Maianga, num investimento integrado no Programa Especial de Luanda (PEL). As obras deverão estar concluídas no prazo de 18 meses e visam reforçar a capacidade da rede provincial de serviços funerários.

Entre os projectos, destacam-se as morgues do Kilamba Kiaxi e da Maianga, cada uma com capacidade para mais de 150 gavetas, além de áreas destinadas ao tratamento e conservação de cadáveres. O plano inclui ainda a modernização da morgue municipal dos Mulenvos e a requalificação do Crematório do Benfica, que passará a ser o primeiro crematório oficial sob gestão do Governo Provincial.

A cerimónia de consignação decorreu junto ao Hospital Geral de Luanda, local onde será construída uma das novas infra-estruturas. Na ocasião, o governador provincial, Luís Nunes, justificou a aposta com a necessidade de garantir maior dignidade no tratamento dos falecidos e melhores condições para as famílias.

A decisão, contudo, surge num contexto em que o sector da saúde continua a enfrentar críticas devido à escassez de medicamentos, insuficiência de equipamentos e limitações na capacidade de resposta hospitalar. O contraste entre o reforço das infra-estruturas funerárias e os persistentes desafios nos hospitais promete alimentar o debate sobre as prioridades do investimento público.