0º C

15 : 21

Bispos angolanos condenam violência no Uíge e Cazombo e exigem resposta rápida aos conflitos

A CEAST manifestou “total repulsa” pelos episódios de violência registados no Uíge e no Cazombo e lançou um apelo directo ao MPLA e à UNITA para criarem mecanismos céleres de prevenção e resolução de conflitos

Registro autoral da fotografia

Há 1 hora
2 minutos de leitura

Numa nota pastoral sobre os recentes acontecimentos em Angola, os bispos expressaram profunda preocupação com os casos de intolerância, confrontos e desentendimentos que, segundo a organização, têm provocado ferimentos graves e tragédias humanas. Para os prelados, estes episódios provocam danos físicos, emocionais e espirituais e ameaçam o sentido de nação que o país procura consolidar.

No Uíge, a tensão surgiu quando militantes da UNITA tentaram realizar um acto político para assinalar o 92.º aniversário do fundador do partido, Jonas Savimbi, iniciativa que acabou impedida pela Polícia, com registo de feridos. No Cazombo, província do Moxico-Leste, os tumultos ocorreram após a intervenção policial para impedir o sepultamento tradicional do Rei Lunda-Ndembu, Nkaka Chinunki Mukanda Nkunda, de 96 anos, junto à sua residência.

Perante o que classificam como “acontecimentos chocantes”, os bispos defendem medidas urgentes para eliminar as causas dos conflitos e impedir a repetição de episódios semelhantes. A CEAST pede às autoridades e aos envolvidos que actuem à luz da justiça restaurativa e adoptem medidas capazes de reduzir os impactos e as feridas deixadas pelos confrontos.

Os prelados apelam, em particular, ao MPLA e à UNITA para estabelecerem, nas capitais provinciais, municípios e comunas, mecanismos “céleres e funcionais” de resolução de conflitos, numa tentativa de evitar que divergências políticas, sociais ou comunitárias voltem a transformar-se em episódios de violência.