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Ébola agrava-se na RDCongo e mortes suspeitas sobem para 238

A epidemia de ébola no leste da República Democrática do Congo continua a agravar-se e já provocou 238 mortes suspeitas, segundo dados actualizados divulgados esta Quinta-feira pelo Governo congolês. O novo balanço representa um aumento preocupante face aos 223 óbitos anteriormente registados.

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De acordo com o Ministério da Comunicação congolês, o país acumula agora 1077 casos suspeitos ligados ao surto declarado a 15 de Maio. As autoridades confirmaram laboratorialmente 121 infecções e 17 mortes, numa altura em que as equipas sanitárias intensificam operações de vigilância, rastreamento e sensibilização comunitária em zonas consideradas críticas.

O foco principal da epidemia permanece na província de Ituri, junto às fronteiras com o Uganda e o Sudão do Sul, embora o vírus já tenha alastrado para Kivu Norte e Kivu Sul. O Uganda, por sua vez, confirmou sete casos na capital Kampala, incluindo uma morte associada a um paciente proveniente da RDCongo, situação que levou o Governo ugandês a encerrar temporariamente a fronteira entre os dois países.

A actual epidemia corresponde à estirpe Bundibugyo do vírus do ébola, considerada particularmente perigosa devido à ausência de vacinas autorizadas e tratamentos específicos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a taxa de mortalidade pode atingir os 50 por cento. A organização elevou recentemente o nível de risco para “muito alto” na RDCongo e no Uganda, mantendo em alerta vários países africanos, entre eles Angola.

O vírus transmite-se através do contacto directo com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas. Esta é já a 17.ª epidemia de ébola registada na RDCongo desde a descoberta do vírus, em 1976.