João Lourenço diz que financiamento para o clima será teste à credibilidade internacional
O Presidente João Lourenço disse esta Quarta-feira que a operacionalização dos 1,3 biliões de dólares para aumentar a resiliência climática dos países será um “verdadeiro teste” à credibilidade do sistema internacional.

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João Lourenço, que falava durante a reunião de líderes sobre o Clima e a Transição Justa, considerou que a operacionalização do novo objectivo de financiamento, na ordem de 1,3 biliões de dólares por ano até 2035, “será um verdadeiro teste à credibilidade do sistema internacional, impondo-se dizer que a transição só será justa se esse compromisso for honrado e acessível a todos os países em desenvolvimento”.
Para o chefe de Estado, a COP30 – Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – “deve reafirmar o multilateralismo como instrumento de confiança, equidade e acção concreta, com vista a que a transição climática caminhe lado a lado com a transição económica e social”.
“Sem nos esquecermos que a justiça climática só será possível se os objectivos de financiamento para o clima, a transferência de tecnologias e o estabelecimento de parcerias estratégicas, convergirem. Só assim os países em desenvolvimento passarão a ter maior resiliência diante dos fenómenos climáticos”, frisou.
Falando esta Quarta-feira na conferência, que decorreu em formato virtual, numa iniciativa conjunta do Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, e do Presidente da República do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, Lourenço assinalou as acções em curso a nível de Angola.
Angola, à semelhança de muitos países africanos, tem sofrido com os fenómenos nefastos resultantes das alterações climáticas, o que leva o país a “tomar medidas urgentes”, tendentes a minimizar os seus impactos socioeconómicos, salientou.
Para o ano em curso, foram estabelecidas pelo executivo algumas acções prioritárias, destacando-se a apresentação, até Setembro, à Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, da contribuição nacional, “com metas ambiciosas e realistas para a redução da intensidade carbónica”.
“Pretendemos igualmente, até Setembro do corrente ano, submeter pela primeira vez à Convenção Quadro o Plano Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas, que reflectirá as acções a serem implementadas nos domínios da agricultura e segurança alimentar, recursos hídricos, infraestruturas resilientes, proteção dos oceanos e saúde pública”, assegurou.
Com o propósito de recolher indicadores “mais fiáveis e precisos” sobre a acção climática a nível nacional, Angola estabeleceu como metas para este ano, o início da operacionalização do Sistema Nacional de Monitorização, Reporte e Verificação e colocar em funcionamento o Observatório Climático e Ambiental.
“Dois mecanismos que têm por finalidade contribuir para a produção de informação atualizada em matéria de ambiente no nosso país”, observou, augurando que a COP30, que marca os 10 anos da assinatura do Acordo de Paris, traga “resultados tangíveis” relativamente à flexibilização do acesso ao financiamento climático, para que os países em desenvolvimento possam implementar as suas políticas de adaptação.
O encontro virtual juntou vários chefes de Estado e líderes mundiais.
C/VA
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