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“Não me importa como seja feito”: Trump exige acordo de paz à Ucrânia e responsabiliza Zelenskyy pelo impasse

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, para alcançar um acordo de paz com a Rússia, responsabilizando-o pelo alegado atraso nas negociações e defendendo uma solução rápida para pôr fim à guerra. «Não me importa como seja feito», afirmou Trump, ao insistir na necessidade de encerrar o conflito.

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Em declarações aos jornalistas na Casa Branca, o líder norte-americano alertou para a capacidade militar da Rússia e para a sua disponibilidade de efectivos para prolongar os combates. Trump recordou ainda o encontro tenso com Zelenskyy, no Salão Oval, em Fevereiro de 2025, e sustentou que a Ucrânia poderia ter obtido um acordo mais favorável naquela altura. Na sua avaliação, a população ucraniana não suportará indefinidamente os custos da guerra.

A pressão diplomática decorre enquanto Zelenskyy procura manter abertas as negociações com Washington e os parceiros europeus. Em Oslo, na Noruega, o Presidente ucraniano reuniu-se com o enviado especial norte-americano, Steve Witkoff, e vários líderes europeus. Numa mensagem nas redes sociais, afirmou que Kiev tem propostas concretas para alcançar a paz e defendeu a necessidade de as discutir com a liderança russa.

Entre as possibilidades em análise está um encontro trilateral entre líderes para tratar de questões que exigem decisões ao mais alto nível. Ficou também prevista uma deslocação de Witkoff à Rússia para dar continuidade às conversações. Questionado sobre um eventual encontro directo entre Zelenskyy e o Presidente russo, Vladimir Putin, Trump reconheceu que o ressentimento entre ambos torna difícil colocá-los à mesma mesa, mas reiterou a urgência de um entendimento.

A pressão sobre Kiev coincide ainda com relatos de responsáveis ucranianos sobre dificuldades técnicas e uma desaceleração no sistema de satélites militares Starshield, operado pela SpaceX. O material fornecido não esclarece a extensão desses problemas nem estabelece uma ligação directa entre as dificuldades operacionais e a posição negocial de Washington.