Porto de Luanda enfrenta caos devido a atrasos da AGT no desalfandegamento de mercadorias
Despachantes e importadores manifestam descontentamento com a lentidão da Administração Geral Tributária (AGT) nos processos de desalfandegamento no Porto de Luanda. Atrasos na verificação e desbloqueio têm gerado prejuízos elevados, com custos de estadia a atingir até 270 mil kwanzas por contentor ao dia.

Registro autoral da fotografia
A situação no Porto de Luanda tem gerado crescentes protestos por parte de despachantes e empresários, que enfrentam dificuldades no levantamento de mercadorias devido a atrasos nos processos conduzidos pela Administração Geral Tributária (AGT). As reclamações apontam para morosidade na verificação e solicitação de carimbo em mercadorias há mais de 60 dias nos terminais, um requisito essencial para a retirada dos bens.
Alguns empresários relatam que, mesmo com toda a documentação regularizada, seus processos continuam bloqueados no sistema da AGT, com assinaturas a vermelho que impedem o avanço das operações. Esta situação agrava os custos para os importadores, uma vez que, após o período inicial de cinco dias de estadia gratuita, são cobrados até 270 mil kwanzas por dia por contentor.
“Estamos a pagar pelos atrasos da própria AGT. Mesmo cumprindo todas as exigências, somos penalizados com custos adicionais que comprometem a viabilidade dos negócios”, lamentou um despachante, sob condição de anonimato.
A falta de celeridade no desalfandegamento não só prejudica as operações portuárias, como também afeta a economia em geral, aumentando os preços dos produtos finais e criando gargalos logísticos no Porto de Luanda.
Os empresários e despachantes apelam às autoridades competentes para que reforcem os recursos humanos e técnicos da AGT, de forma a acelerar os procedimentos e evitar que situações como estas se tornem rotina. Enquanto isso, o Porto de Luanda continua a ser palco de frustração, com prejuízos acumulados a cada dia de atraso.
PONTUAL, fonte credível de informação.
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