Suspeitas de trabalho forçado levam EUA a investigar mercado angolano
Angola surge entre as 60 economias agora investigadas pelos Estados Unidos num processo sensível que pode abrir caminho a novas tarifas comerciais. Washington quer apurar se os países em causa tomaram medidas suficientes para impedir a entrada nos seus mercados de produtos fabricados com trabalho forçado.

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A investigação foi anunciada pelo representante da Casa Branca para o Comércio, Jamieson Greer, que acusou vários governos de não aplicarem de forma eficaz mecanismos de controlo. Segundo o responsável norte-americano, esta falha cria vantagens artificiais para produtores estrangeiros e coloca empresas e trabalhadores dos Estados Unidos em desvantagem no comércio internacional.
O processo irá analisar se as políticas e práticas comerciais dos países visados são “irrazoáveis ou discriminatórias” e se representam um obstáculo às exportações norte-americanas. Entre as economias sob escrutínio figuram potências globais como China, Índia, Japão, Canadá, Reino Unido, Coreia do Sul, Rússia, Austrália, Israel e México, além da União Europeia, do Brasil e de Angola.
A iniciativa surge depois de o Supremo Tribunal dos Estados Unidos ter travado um conjunto de sobretaxas alfandegárias impostas pela administração de Donald Trump com base num alegado estado de emergência económica. O novo processo baseia-se na Lei do Comércio de 1974 e poderá servir de fundamento para a aplicação de novas tarifas sobre produtos estrangeiros.
Enquanto as medidas anteriores estiveram em vigor, geraram cerca de 166 mil milhões de dólares para o tesouro norte-americano receitas que agora podem ser devolvidas após a decisão judicial. A administração norte-americana procura recuperar esse espaço financeiro com novos instrumentos comerciais, numa estratégia que promete reacender tensões nas relações económicas internacionais.
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