Tragédia no Cavaco gera pressão internacional sobre autoridades angolanas
A Human Rights Watch (HRW) exigiu uma investigação independente ao colapso do dique do rio Cavaco, em Benguela, e acusou as autoridades angolanas de falhas graves na prevenção e resposta à tragédia que deixou dezenas de mortos, desaparecidos e milhares de famílias sem abrigo.

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Num comunicado divulgado esta Terça-feira, a organização internacional de defesa dos direitos humanos alertou para a “dimensão devastadora” das cheias registadas em Abril e considerou alarmante o alegado estado de abandono da infra-estrutura. A investigadora da HRW para África, Sheila Nhancale, defendeu assistência urgente às mais de oito mil famílias afectadas e questionou a capacidade das autoridades para enfrentar riscos previsíveis.
A ruptura do dique ocorreu a 12 de Abril, após chuvas intensas, provocando violentas inundações na cidade de Benguela. O balanço oficial aponta para pelo menos 19 mortos, 31 desaparecidos e milhares de habitações destruídas ou inundadas. Imagens de satélite analisadas pela HRW mostram o dique destruído em vários pontos, além de danos em pontes sobre o rio Cavaco.
Testemunhos recolhidos pela organização descrevem um cenário dramático. Moradores afirmam que alertaram repetidamente as autoridades sobre o risco de colapso, sem qualquer resposta concreta. Um residente do bairro Calomanga relatou que a água invadiu a zona sem aviso prévio, obrigando moradores a tentarem salvar crianças e idosos em meio ao caos. A HRW denunciou ainda condições precárias nos centros de acolhimento, marcadas por falta de privacidade, saneamento e assistência desigual.
A organização recorda que Angola tem obrigações internacionais de protecção dos direitos humanos e insiste que o Governo deve não apenas socorrer as vítimas, mas também esclarecer responsabilidades sobre o que falhou. Para a HRW, as cheias em Benguela voltaram a expor vulnerabilidades estruturais graves e a incapacidade de resposta eficaz diante de desastres naturais recorrentes.
C/Lusa
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