UNITA em queda livre? Oposição fragmentada pode ditar fim da hegemonia do maior partido opositor
A UNITA pode estar a enfrentar o seu maior desafio desde o fim da guerra civil: a ameaça real de perder o estatuto de principal força da oposição em Angola. O surgimento de novos partidos políticos, nomeadamente o PRA-JA, de Abel Chivukuvuku, legalizado em 2024, e o Partido Liberal, de Luís de Castro, reconhecido oficialmente em 2025, está a mudar o xadrez político, que pode colocar a UNITA num verdadeiro sufoco já nas eleições de 2027.

Registro autoral da fotografia
A entrada destes novos actores na arena política está a capturar a atenção de eleitores desiludidos, especialmente entre os jovens. O Partido Liberal, em particular, tem conseguido um crescimento vertiginoso junto da juventude, segmento que historicamente se inclinava para a UNITA como alternativa ao MPLA. Já o PRA-JA, com o carismático e experiente Chivukuvuku ao leme, mostra-se uma ameaça ainda mais directa, tem conseguido adesões a uma velocidade “astronómica”.

Só no último sábado, 15 de Fevereiro, numa pequena actividade num bairro de Viana(Luanda Sul), o PRA-JA conseguiu inscrever mais de 2 mil novos militantes – um número que deixa clara a sua capacidade de mobilização.
Além disso, há um factor ainda mais preocupante para a UNITA: a crise de confiança que paira sobre o partido desde as últimas eleições. Para muitos militantes e simpatizantes, a decisão de aceitar os resultados eleitorais de 2022, mesmo diante de alegações de fraude, foi uma “traição imperdoável.” O sentimento de frustração generalizada está a abrir caminho para que os descontentes busquem novas alternativas, vertendo-se em críticas públicas de militantes históricos, manifestações esporádicas contra a liderança do partido e até mesmo pedidos internos de uma postura mais combativa frente ao regime. E é aí que o PRA-JA e Partido Liberal surgem como a “terceira via” que há muito era desejada por quem quer ver o MPLA na oposição.

Se a tendência continuar, a UNITA poderá enfrentar uma “sangria eleitoral” sem precedentes, com projecções que indicam uma possível perda de até 20% do seu eleitorado para estas novas forças políticas, segundo estimativas preliminares de analistas políticos e cidadãos ouvidos pela PONTUAL.
A concorrência interna já não é mais um problema distante, mas sim uma realidade que pode forçar o partido a reinventar-se ou a assistir, impotente, à ascensão de novas forças que ambicionam destronar o MPLA.
Ainda assim, a quem diga que o partido saberá reagir à altura, apostando numa renovação interna, reaproximação com a juventude e maior combatividade política, ou verá o seu protagonismo político reduzido ao passado. O tempo dirá, mas os sinais de alerta já estão lançados.
PONTUAL, fonte credível de informação.
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