UNITA recusa participar nas celebrações do 50.º aniversário da independência
A UNITA anunciou esta Sexta-feira que não vai participar nas comemorações do 50.º aniversário da independência de Angola enquanto Holden Roberto e Jonas Savimbi não forem reconhecidos como pais da independência e heróis nacionais.

Registro autoral da fotografia
Para a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Holden Roberto, líder fundador da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), e Jonas Savimbi, fundador da UNITA, devem ser reconhecidos pelo Governo como pais da independência e heróis nacionais, ao lado de Agostinho Neto, do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).
Numa declaração alusiva ao 23.º aniversário da Dia da Paz e Reconciliação Nacional, que se assinala esta Terça-feira, a UNITA considera ser uma injustiça e estar-se “a torpedear” a história de Angola com o “contínuo não reconhecimento” da contribuição patriótica de Holden Roberto e Jonas Savimbi ao lado de Agostinho Neto – os três signatários do Acordo de Alvor com o Governo colonial português em 15 de Janeiro de 1975, que concorreu para a independência de Angola.
Várias figuras da vida política (incluindo nacionalistas e ex-combatentes do FNLA, UNITA e MPLA) económica, social, cultural e desportiva constam da lista de condecorações que serão atribuídas esta Sexta-feira pelo Presidente João Lourenço, no âmbito das celebrações dos 50 anos da independência.
Pelo menos 247 personalidades constam desta primeira lista de homenageados e em vários círculos políticos e sociedade civil questionam as ausências dos nomes de Holden Roberto, Jonas Savimbi e de outras figuras que fizeram parte dos três movimentos de libertação do país.
O secretariado executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA manifesta igualmente “repúdio e indignação” pelo facto de no dia consagrado à Paz e a Reconciliação Nacional, o Governo “excluir cidadãos de reconhecido mérito em diversas áreas de actividade por razões político-ideológicas”.
“A independência, a paz, a democracia, a reconciliação nacional e o desenvolvimento são uma construção e conquistas de heróis e mártires, de sacrifícios incontáveis de filhos de Angola, cuja obra está registada na (…) história e inspiraram a acção das forças nacionalistas que se bateram contra o colonialismo português em Angola”, refere-se no comunicado.
Em relação ao aniversário da Paz e Reconciliação, a UNITA saúda e encoraja o povo angolano a continuar a luta pelos seus direitos políticos, sociais, económicos e culturais, plasmados na Constituição, pela defesa e preservação da paz, por um Estado Democrático de Direito e pela reconciliação nacional “efectiva”.
A UNITA constata que, volvidos 50 anos, desde a independência e 23 anos de paz, os angolanos continuam a viver uma “grave” crise política, económica, social, do direito e da justiça.
Neste sentido, o partido político refere que Angola regista um “retrocesso” dos indicadores do Estado democrático de direito, “perseguição e demonização” de adversários políticos e negação à igualdade de tratamento por parte das entidades que exercem o poder público, negação ao direito de tratamento imparcial da imprensa pública e outros.
Sobre os festejos dos 50 anos de independência, a serem assinalados em 11 de Abril de 2025, a UNITA rejeita “categoricamente” participar de galas festivas “enquanto compatriotas morrem de fome e de doenças evitáveis, como a cólera, e milhares de crianças continuarem a disputar migalhas nos contentores de lixo”.
C/Lusa
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