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Vacina contra o ébola começa a ser testado em humanos na RDCongo

A República Democrática do Congo (RDCongo) iniciou um ensaio clínico em seres humanos para avaliar se uma vacina já aprovada contra uma estirpe do ébola também protege contra a variante Bundibugyo, responsável pela actual epidemia no país. O estudo arrancou na sexta-feira, em Bunia, província de Ituri, numa altura em que o surto já ultrapassou os 9.700 casos e provocou mais de 4.600 mortes, segundo os dados divulgados.

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O ensaio, denominado Tumaini, palavra suaíli que significa «esperança», utiliza a vacina Ervebo, aprovada contra a estirpe Zaire, a mais comum do vírus. O principal objectivo é determinar se o imunizante oferece protecção cruzada contra a variante Bundibugyo, para a qual ainda não existe vacina ou tratamento oficialmente aprovado. O início dos testes foi anunciado por Tedros Adhanom Ghebreyesus, director-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), que destacou a esperança depositada na investigação científica.

O estudo deverá incluir, numa fase posterior, duas vacinas experimentais desenvolvidas especificamente contra a variante Bundibugyo. Uma está a ser desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, com recurso a um vector adenoviral; a outra é da farmacêutica norte-americana Moderna e utiliza a tecnologia de RNA mensageiro. Ambas recebem financiamento da Coligação para Inovações em Preparação para Epidemias, uma parceria público-privada internacional sediada em Oslo.

A epidemia mantém-se activa na RDCongo e alastrou-se a outros países. No Quénia, as autoridades registaram nove casos confirmados e duas mortes, enquanto a Nigéria confirmou o primeiro caso da variante Bundibugyo a 20 de Outubro. O Uganda, que contabilizou 20 casos e duas mortes, declarou o fim do surto em Agosto. A OMS recomenda o reforço da vigilância e da coordenação sanitária entre os países afectados.