«Vamos enterrar a nossa mãe»: morte de mulher executada pela polícia mobiliza apoio de figuras políticas e civis
A morte de Ana Mubiala, alvejada mortalmente pela polícia durante a repressão a manifestações em Luanda, está a criar uma onda de comoção e revolta na sociedade angolana. A vítima, atingida pelas costas em plena luz do dia, deixou um filho recém-nascido de apenas sete meses de idade.

Registro autoral da fotografia
Luís de Castro, presidente do Partido Liberal, manifestou-se publicamente nas redes sociais, afirmando estar disponível para prestar apoio directo às vítimas dos confrontos.
“Se alguém souber do paradeiro do menino que perdeu a mãe durante a fuga, por favor, entre em contacto. Quero ajudar”, escreveu o político numa publicação que já soma mais de 1,3 milhões de visualizações.

Além de Luís de Castro, outras figuras públicas, músicos e representantes da sociedade civil uniram-se em torno da família da malograda, prestando condolências e apoio material. “Vamos enterrar a nossa mãe”, lê-se em várias mensagens de solidariedade partilhadas nas redes sociais, uma actitude que reflecte a indignação geral perante a actuação das forças de segurança.
A morte de Ana Mubiala é resultados da repressão policial que provocou várias vítimas nos últimos dias, na sequência de protestos populares. De acordo com dados preliminares, pelo menos 22 pessoas terão perdido a vida durante os confrontos, embora o número exacto de mortos e feridos ainda esteja por confirmar oficialmente.
Imagens e testemunhos partilhados nas redes sociais mostram quadros de grande violência, com agentes a disparar contra civis desarmados. A situação já motivou reacções de organizações de direitos humanos, que exigem uma investigação independente e responsabilização dos autores dos disparos.
Até ao momento, as autoridades angolanas mantêm silêncio sobre os casos de violência policial reportados, mas cresce a pressão para que o Ministério do Interior se pronuncie e tome medidas.
A população, profundamente abalada, continua a prestar homenagens às vítimas, sobretudo mulheres e crianças afectadas pela brutalidade.
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