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INAC prepara acolhimento temporário para crianças que vendem nas ruas no Cunene

O Instituto Nacional da Criança (INAC) no Cunene prepara um plano para retirar menores das ruas e acolhê-los temporariamente em centros de protecção, numa tentativa de travar o crescente número de crianças envolvidas na venda ambulante na província.

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A medida surge face ao aumento de casos registados sobretudo na cidade de Ondjiva e na vila de Santa Clara, onde muitas crianças passam os dias a vender produtos nas ruas. Segundo o director provincial do INAC, Hélder Santos, o objectivo passa por retirar os menores desta realidade e promover a sua reintegração nas respectivas famílias.

O responsável explicou que as autoridades têm promovido campanhas de sensibilização dirigidas às crianças e aos encarregados de educação, bem como encontros de coordenação com instituições da província da Huíla, de onde provém grande parte dos menores identificados nesta actividade informal.

Apesar destas acções, o fenómeno continua a persistir. Hélder Santos reconhece que várias crianças regressam às ruas mesmo depois de serem retiradas pelas autoridades, situação que exige uma abordagem mais profunda e concertada entre diferentes instituições.

O director do INAC aponta ainda factores sociais e ambientais como causas do agravamento do problema, nomeadamente a seca prolongada, chuvas irregulares e a perda de gado, principal fonte de sustento de muitas famílias. Em 2025, várias crianças foram devolvidas às famílias, mas algumas acabaram por ser enviadas para a Namíbia para realizar trabalhos pastorícios e domésticos, muitas vezes sem acesso à escola.